domingo, 11 de outubro de 2026
Comissão

CPMI não deve investigar caso das joias ou quebrar sigilos de Bolsonaro, diz Arthur Maia

Maia se encontrou com o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva

Luan Monteiropor em
Presidente da CPMI do 8 de Janeiro, deputado Arthur Maia (União-BA), concede entrevista e confirma que a reunião deliberativa foi cancelada por falta de acordo sobre quais requerimentos seriam votados.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Presidente da CPMI do 8 de Janeiro, deputado Arthur Maia (União-BA), concede entrevista e confirma que a reunião deliberativa foi cancelada por falta de acordo sobre quais requerimentos seriam votados. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos terrorista de 8 de janeiro, deputado Arthur Maia (UB-BA), afirmou que a comissão não deve investigar o caso das joias ou quebrar sigilos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Essa CPMI não vai adentrar em questão de corrupção, de venda de joias, porque isso não está relacionado com o 8 de janeiro. A não ser que chegue na CPMI alguma vinculação que pode demonstrar alguma ação dessa natureza, não vejo sentido de quebrar o sigilo apenas porque é o ex-presidente da República”, disse o presidente.

Maia se encontrou com o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva. Após a reunião, ele falou sobre a instituição. “O que me foi afirmado o tempo inteiro é que o que importa ao Exército é que tudo seja esclarecido para mostrar que a instituição luta, trabalha e tem compromisso com as instituições democráticas no Brasil”.

Ele também negou que tenha ocorrido pressão por parte do Exército para que a CPMI não convocasse militares. “Quanto às convocação, isso não muda absolutamente nada. Outros militares serão ouvidos”, afirmou.

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