quarta-feira, 24 de junho de 2026
Acordo

Polícia Federal aceita delação premiada de Mauro Cid, diz blog

A informação é do blog da Andréia Sadi, do G1.

Luan Monteiropor Luan Monteiro em 7 de setembro de 2023
Em áudio, filha adolescente de Mauro Cid falou em intervenção com militares nas ruas
Brasília (DF) 11/07/2023 Depoimento para CPMI do golpe do tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante-de-ordens do então presidente Jair Bolsonaro.Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

A Polícia Federal (PF) aceitou um acordo de delação premiada com ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid. A informação é do blog da Andréia Sadi, do G1.

Segundo informações apuradas pela jornalista, Mauro Cid prestou depoimentos à PF nos últimos 20 dias. O Ministério Público Federal (MPF) precisa ser ouvido sobre as condições do acordo para que ele seja firmado. Além disso, a delação só passa a valer após aval do Supremo Tribunal Federal (STF).

Cid é investigado em diversos caso e, por conta disso, ainda não há informações sobre qual será o foco da delação. De acordo com as investigações, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro é suspeito de:

  • participar da tentativa de trazer de maneira irregular para o Brasil joias recebidas pelo governo Bolsonaro como presente da Arábia Saudita;
  • tentar vender ilegalmente presentes dados ao governo Bolsonaro por delegações estrangeiras em viagens oficiais;
  • participar de uma suposta fraude de carteiras de vacinação de Bolsonaro e de familiares do ex-presidente;
  • envolvimento nas tratativas sobre possível invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo hacker Walter Delgatti Neto, para desacreditar o sistema judiciário brasileiro.
  • envolvimento em tratativas sobre um possível golpe de estado.

Na quarta-feira (6/9), Mauro Cid foi espontâneamente à sede do STF confirmar que fará a delação. Agora, o ministro Alexandre de Moraes deve analisar se homóloga ou não o acordo.

No fim de agosto, o ex-ajudante de ordens prestou depoimento por mais de 10 horas à Polícia Federal, em Brasília. Na ocasião, a PF investigava a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo hacker Walter Delgatti Neto. Naquela altura, uma delação já vinha sendo negociada.

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