terça-feira, 14 de julho de 2026
Saúde

Estudo mostra como mulheres que praticam pilates possuem facilidade para chegar ao orgasmo; entenda

Após três meses fazendo aulas duas vezes na semana, as voluntárias relataram uma melhora significativa no desejo sexual, aumento de orgasmos e queda nas dores durante o sexo

Cecília Epifâniopor Cecília Epifânio em 14 de outubro de 2023 às 12:21
Modern equipment studio reformer for Pilates in the gym, Concept of recovery and rehabilitation, the instructor performs exercises on the studio reformer to correct the musculoskeletal system
Modern equipment studio reformer for Pilates in the gym, Concept of recovery and rehabilitation, the instructor performs exercises on the studio reformer to correct the musculoskeletal system

A prática do pilates pode ser uma solução ao sofrimento causado pela baixa libido, dificuldades para atingir o orgasmo e dores durante o sexo. De acordo com o estudo realizado por pesquisadores da Universidade Sakarya, na Turquia, as voluntarias relataram uma melhora significativa nos problemas relatados após aulas duas vezes na semana durante três meses.

A pesquisa contou com 36 mulheres, de idades entre 20 e 50 anos, que mantinham um relacionamento sexualmente ativo há pelo menos três meses e menstruavam regularmente. Todas as voluntárias sofriam de disfunção sexual feminina (FSD), uma condição que afeta o apetite sexual, dificulta a excitação ou orgasmo e causa dores durante o sexo com penetração.

Os estudos sugeriram que até 80% das mulheres em todo o mundo sofrem com esse tipo de problema, dependendo de como o termo é definido. Uma pesquisa mostra que os níveis mais baixos de atividades físicas estão associados a um maior risco de sofrer de disfunção sexual. Há poucos medicamentos disponíveis para FSD, então estudos sobre outras formas de aliviar os sintomas, como exercícios, são fundamentais.

O pilates, como prática, envolve exercícios repetitivos realizados em um tapete de ioga ou um aparelho para aumentar a força, estabilidade e flexibilidade. Além disso, trabalha utilizando seis princípios básicos: centralização, concentração, controle, precisão, respiração e fluxo.

Cada voluntária participou de uma aula de pilates de uma hora, duas vezes por semana durante três meses – se abstendo de outros exercícios. Os resultados mostraram que suas vidas sexuais tiveram uma drástica melhora após o tempo estipulado pelo estudo. Em média, a pontuação auto-relatada da voluntárias saltou de 12 para 29 (o máximo é 95). Uma pontuação abaixo de 26 é considerada um sinal de disfunção sexual feminina.

Os níveis de desejo melhoraram em 136%, enquanto o número de orgasmos aumentou 140% e a dor durante o sexo caiu 116%. Além disso, houve uma grande melhora nos níveis de humor. Na avaliação sobre depressão, a média caiu de 25 pontos para 14 (o máximo é 63), ficando abaixo do limite de 17 pontos — pontuações mais altas são consideradas um marcador de depressão.

“Apesar da popularidade e das alegações de saúde do exercício de pilates, nenhuma pesquisa prospectiva foi realizada para medir seus efeitos terapêuticos na disfunção sexual de populações femininas adultas. Nossas descobertas sugerem que o potencial de programas de exercícios de pilates pode melhorar as funções sexuais em mulheres com FSD e talvez uma nova opção de tratamento para FSD”, escreveram os pesquisadores no estudo.

A equipe não investigou os mecanismos por trás de suas descobertas. Mas eles disseram que as mudanças na resposta sexual das mulheres estão “intimamente ligadas às flutuações do dia-a-dia de felicidade, entusiasmo, calma e medo”. Estudos anteriores mostraram que o pilates aumenta o humor, a satisfação com a vida e a saúde, o que poderia explicar a ligação.

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