Deputados federais pedem investigação da morte de Karol Eller após passar pela “cura gay” em Goiás
Vítima teria sido submetida na Assembleia de Deus em Rio Verde
Três deputados federais pediram ao Ministério Público Federal (MPF) para que fizesse uma investigação pública sobre a circunstâncias que levaram a influenciadora Karol Eller a tirar a própria vida na última quarta-feira (12) aos 36 anos. De acordo com apelo, a influenciadora havia sido submetida à igreja Assembleia de Deus em Rio Verde, para passar pelo processo chamado da “cura gay”.
Ainda segundo documento mostrado ao MPF, a igreja faz um retiro especializado para jovens bissexuais e homossexuais a “voltarem à heterosexualidade”, chamado Retiro de Jovens Maanaim, local em que Karol teria se hospedado. A prática da “cura gay” é condenada por membros do Conselho Federal de Psicologia desde 1999 pela falta de comprovação científica.
Segundo documento enviado pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e mais dois colegas do partido pedem, “a apuração dos fatos narrados com a devida investigação da prática de ‘cura gay’ pelos representados e demais entidades, profissionais, grupos e empresas em atividade no Brasil”, afirmam os parlamentares.
Pedem também para se alguma prova de for encontrada para a devida ação penal, “devida ação penal pública pelos crimes de homotransfobia, tortura psicológica e incitação ao suicídio pelas autoridades religiosas envolvidas”, de acordo com documento. Em resposta, o MPF informou o recebimento do documento e que o caso está em caso de análise.
O jornal O Hoje entrou em contato por email para pegar a defesa da Igreja Assembleia de Deus mas até o momento não obtivemos respostas.