quarta-feira, 24 de junho de 2026
Operação

Abin utilizou sistema de espionagem irregular mais de 30 mil vezes, diz PF

Entre os alvos monitorados estão 1,8 mil pessoas consideradas adversárias da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Luan Monteiropor Luan Monteiro em 20 de outubro de 2023
Entre os alvos monitorados estão 1,8 mil pessoas consideradas adversárias da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). | Foto: Divulgação
Entre os alvos monitorados estão 1,8 mil pessoas consideradas adversárias da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). | Foto: Divulgação

O sistema utilizado para monitorar ilegalmente a geolocalização de celulares foi utilizado mais de 30 mil vezes pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), segundo investigação da Polícia Federal (PF). A informação é do jornal O Globo.

Entre os alvos monitorados estão 1,8 mil pessoas consideradas adversárias da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como jornalistas, advogados, políticos, policiais e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em operação deflagrada nesta sexta-feira (20/10), a PF apurou o uso indevido do software FirstMile sem autorização da Justiça por servidores da Abin.

Ao todo, dois mandados de prisão e 25 de busca e apreensão foram cumpridos. Além dos mandados, medidas cautelares diversas também foram cumpridas. Essas medidas foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e foram cumpridas em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Goiás, além do Distrito Federal.

Por conta da investigação, cinco diretores da Abin foram afastados, entre eles o secretário de Planejamento e Gestão da Abin, Paulo Maurício Fortunato Pinto, nº 3 do órgão.

Na casa de Paulo Maurício, a PF apreendeu US$ 171,8 mil em espécie.

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