quarta-feira, 27 de maio de 2026
Investigação

Envolvidos no furto de armas do Exército podem pegar até 27 anos de prisão

Além do furto, os militares também tentaram vender os equipamentos para facções do Rio de Janeiro e de São Paulo

Ícaro Gonçalvespor Ícaro Gonçalves em 25 de outubro de 2023
Foto: Divulgação/PCSP
Foto: Divulgação/PCSP

Os militares do Exército envolvidos no furto das 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra em Barueri podem pegar até 27 anos de prisão. Segundo a investigação, sete militares são suspeitos de participar do furtos das armas. Eles também tentaram vender os equipamentos para facções do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O Comando Militar do Sudeste (CMSE) informou que, até o momento, que os militares podem ter cometido os seguintes crimes: furto, peculato e receptação, além de desaparecimento, consunção ou extravio. O oferecimento da denúncia vai ficar a cargo do Ministério Público Militar (MPM).

Além dos investigados pelo crime, outros 20 militares respondem a processos administrativos por suposta negligência no controle do armamento.

Facções “rejeitaram” metralhadoras furtadas

As 21 armas de guerra furtadas do Exército chegaram a ser oferecidas para lideranças das facções do Rio de Janeiro e de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a venda só não ocorreu por conta do mau estado de conservação do armamento e ausência de peças.

Em uma primeira negociação, feita com integrantes do Comando Vermelho, os fornecedores não conseguiram emplacar a venda em razão da ausência de uma fita metálica necessária para inserir a munição nas armas. A informação foi confirmada ao portal Metrópoles por fontes da inteligência da Polícia Civil do Rio.

O arsenal de .50, capaz de derrubar helicópteros e veículos blindados, também foi oferecido a uma liderança do PCC. No entanto, o possível comprador descartou a compra por ter considerado as armas “velhas e em mau estado”.

O fornecedor chegou a pedir R$ 350 mil em cada metralhadora .50 (antiaérea) e R$ 180 mil pelos fuzis. Os valores, considerados “justos” no mercado paralelo de armas pesadas, não foram suficientes para agradar os possíveis compradores.

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