segunda-feira, 2 de novembro de 2026
Sem Influência

Descompasso entre PDT, PSB e PT não deve influir em Goiás

Briga por cargos e, desproporcionalmente, atendimento de Lula ao Centrão em relação a aliados não incomoda tanto em Goiás

Yago Salespor em
Polícia Legislativa faz varredura na rampa do Congresso Nacional para posse de presidencial
Polícia Legislativa faz varredura na rampa do Congresso Nacional para posse de presidencial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, não pode pensar duas vezes antes de ter de engolir o sonho de aliados para deixar as siglas do Centrão. Tudo pela governabilidade, claro. Fala-se em sonho, inclusive, por conta de o governo lulopetista ter de, a contragosto, claro, ceder um bocado para garantir apoio no Congresso Nacional, cedendo a torto a direito. 

Com isso, sob a ótica de quem precisa dar um jeito, o mais rápido possível, de viabilizar sua legenda para a disputa de 2024, com reflexos para 2026 e, como a maioria é bem pragmática, lá em 2030 até, a relação com o governo Lula, como manda-chuva, no Planalto. 

Na crônica política desde o ano passado, dois partidos, em circunstâncias diferentes, aderiram ao projeto de Lula 3, empossado a 1° de janeiro de 2023, sob a missão de fazer um governo de frente ampla, aderindo a planos e expectativas de diversas tendências. Só que, como dito, para tanto, há mais frustrações do que aspirações, sobretudo quanto à acomodação de partidos do Centrão, como o Progressistas e Republicanos que se arrastaram, até onde conseguiram, no corpo político de Jair Messias Bolsonaro, do Partido Liberal de Valdemar Costa Neto. 

Voltemos aos partidos de que é necessário comentar: PDT e PSB. O primeiro seguiu Lula num segundo turno após a derrota do insistente Ciro Gomes – claro, com a sua insatisfação de sempre. O segundo, PSB, além de ter ajudado o PT a carregar o peso da disputa eleitoral em 2022 com suas bases, teve Geraldo Alckmin como vice-presidente. 

Com ministros – poucos, e menos favorecidos do que o Centrão – e na base do Congresso Nacional, PDT e PSB, contudo, têm seguido a uma lógica em diversos diretórios pelo País que buscam, como estratégia, resguardar-se. Ou seja, devem compor, à sua maneira, com partidos que nada têm a ver com a agenda lulopetista – e muitas vezes são até opostas. Ou seja, para ser mais claro: muitos políticos devem, nestas duas siglas, brigar contra candidatos escolhidos por Luiz Inácio Lula da Silva. Claro. A maioria deverá brigar, sim, por protagonismo no campo mais progressista, à esquerda das disputas municipais. 

Em Goiás, por enquanto, as duas siglas são representadas por algumas personalidades com fortes conexões com o governo Lula. A deputada federal Flávia Morais (PDT), casada com o deputado estadual George Morais, que, além do mandato na Alego, é o presidente da sigla do diretório estadual.

O PSB é presidido em Goiás pelo ex-deputado federal Elias Vaz, que é um dos braços direito do ministro da Justiça, Flávio Dino. Inclusive, Vaz foi mantido no cargo após um terremoto na secretaria da qual é titular no Ministério, quando ele apareceu em fotografias com a mulher de um criminoso do Amazonas. 

Vaz, inclusive, foi persistente deputado federal em denúncias contra a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelando alguns dos principais escândalos de gastos escusos, como no Exército. 
Outro nome da sigla é o senador Jorge Kajuru, acostumado a não ter preocupação em demonstrar zelo por algum personagem político ou, se necessário, meter a borduna em quem não lhe convence. Por enquanto, em Goiás, ainda é uma incógnita a participação de ambos os partidos em projetos políticos do PT em algumas das cidades goianas, mas, a depender dos personagens mais importantes e relevantes, tudo vai depender de sinais lá do alto, ao contrário de diversas outras cidades.

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