Legado

Lançamento do Selo Marielle Franco

Evento reconhece o trabalho e legado de Marielle Franco

Luana Avelarpor Luana Avelar em 28 de novembro de 2023
Brasília (DF), 28/11/2023 - A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e o  presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, durante cerimônia de lançamento do selo postal em homenagem a Marielle Franco, na sede dos Correios, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 28/11/2023 - A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, durante cerimônia de lançamento do selo postal em homenagem a Marielle Franco, na sede dos Correios, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

No auditório dos Correios, na manhã de hoje, foi realizado o lançamento do selo Marielle Franco. Essa iniciativa é uma homenagem à vereadora assassinada em 2018 no Rio de Janeiro. O momento foi permeado por emoção e significado, reconhecendo o trabalho de Marielle na luta pelo povo brasileiro e por um país mais justo e igualitário.

A proposta de criação do selo partiu de figuras importantes e engajadas na causa. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e o Instituto Marielle Franco foram os responsáveis por idealizar essa homenagem. Por meio desse selo, espera-se que a memória de Marielle seja perpetuada e sua mensagem de justiça social alcance ainda mais pessoas.

Em breve, o selo estará disponível para uso. Essa disponibilidade permitirá que pessoas de diferentes lugares possam utilizar o selo em suas correspondências, propagando assim a mensagem e o legado de Marielle.

“Quando a Mari foi assassinada, eu era professora de inglês. E um dos trabalhos que eu mais gostava de fazer durante todo o ano eram cartas. Porque eu levava para os meus alunos da Maré a representatividade que, às vezes, não havia nos livros. Pegava na internet fotos de alunos negros e levava para eles”, relatou a ministra e irmã de Marielle.

“Sempre desejo que fosse ela [Marielle] no meu lugar. Sempre penso que a gente tem que homenagear as mulheres negras em vida. Óbvio que a gente jamais esperava acontecer o que aconteceu, da maneira que foi”, completou Anielle.

“Não é fácil. A gente não quer isso. Não deveria acontecer e não é para acontecer mesmo. Nem com a minha filha nem com o filho de ninguém. A gente não nasceu para parir filho e ver as pessoas fazerem o que fizeram. Mas a gente vai continuar lutando, transformando essa dor profunda nessa luta que a gente vive”, disse a mãe de Marielle, Marinete Silva.

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