Policial militar é preso após ser flagrado com câmera e escuta para fraudar concurso da Polícia Civil
O PM Allan Faquini Braga foi preso em flagrante após utilizar câmera e escuta para tentar fraudar uma prova de concurso para peritos no centro da capital paulista.
Um policial militar, de 33 anos, foi preso no último domingo (3) após ser flagrado com uma câmera e uma escuta durante uma prova para um concurso de peritos da Polícia Civil de São Paulo.
Após o flagrante, o policial foi afastado de suas atividades e, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), teve sua arma de fogo recolhida.
O caso ocorreu uma semana após a filha de um policial civil usar o mesmo recurso para fraudar o concurso para investigador na mesma instituição.
Uma fiscal afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que durante a prova que o suspeita fazia, um candidato disse ter ouvido um som de rádio, no primeiro período de prova, pela manhã.
O rapaz estava sentado atrás do policial. Em um primeiro momento, os fiscais acreditaram que o ruído poderia ser do ar condicionado. Já no início da tarde, foi ouvido um som “sutil” de rádio.
Após um período mínimo de permanência na sala, a grande maioria dos concurseiros concluiu o exame e saiu da sala, restando no local poucos candidatos e o soldado da PM. Quando novamente uma fiscal ouviu o barulho de rádio vindo de Allan. Ela, então, pediu apoio.
Prisão
Fora da sala de aula, o policial foi abordado por policiais civis e submetido por detector de metais que acusou a presença de dispositivos no policial militar.
Foram encontrados no policial, uma câmera na região do Tórax, um dispositivo com entrada de pen-drive na cintura e outro equipamento acoplado na gola de trás da camisa, de onde vinha o barulho de “rádio” que as fiscais escutaram.
“Em vão, Allan tentou esconder um dos dispositivos por baixo da cintura; informalmente, ele confessou o delito, alegando tê-lo cometido por desespero, prosseguindo-se em silêncio”, diz trecho do registro feito no 8º DP (Brás).
O celular de Allan foi apreendido e a quebra do sigilo do aparelho solicitada à Justiça, para a polícia identificar outros envolvidos no esquema de fraude de concursos.
Além do afastamento das ruas e do recolhimento da arma, a SSP afirmou que o PM será investigado em um processo administrativo instaurado pela 1ª Delegacia Seccional.
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