terça-feira, 30 de junho de 2026
Crise Geopolítica

Disputa por Essequibo reacende temores sobre presença militar dos EUA na Amazônia

Exercícios militares e a crise geopolítica aumentam preocupações no Brasil

Luana Avelarpor Luana Avelar em 8 de dezembro de 2023
A crise em Essequibo ressuscita históricos receios de intervenção estrangeira na Amazônia e coloca à prova a liderança brasileira na região. | Foto: Consultório Jurídico
A crise em Essequibo ressuscita históricos receios de intervenção estrangeira na Amazônia e coloca à prova a liderança brasileira na região. | Foto: Consultório Jurídico

A disputa pela região de Essequibo, entre Venezuela e Guiana, reacende temores no Brasil acerca da presença militar dos Estados Unidos na Amazônia. O Comando Sul das Forças Armadas norte-americanas anunciou a realização de exercícios militares em colaboração com as Forças de Defesa da Guiana, gerando inquietações quanto à possível presença de tropas estrangeiras na região amazônica.

Celso Amorim, principal assessor do presidente Lula para assuntos internacionais, expressou sua maior preocupação com a escalada da crise, temendo que ela sirva como pretexto para a presença militar estrangeira na Amazônia. A região, foco de atenção devido à sua riqueza em biodiversidade e importância estratégica, desperta receios históricos que unem tanto a esquerda quanto a direita no Brasil.

Embora exercícios militares envolvendo tropas norte-americanas na Amazônia não sejam novidade, a atual conjuntura geopolítica, aliada às tensões na disputa por Essequibo, intensifica as preocupações. A crise, que já se arrasta há mais de um século entre Venezuela e Guiana, ganhou novo impulso com o anúncio dos exercícios em meio às tensões geopolíticas regionais.

Historicamente, a Amazônia despertou receios de intervenção estrangeira, sendo tema durante a ditadura militar (1964-1985) e em momentos mais recentes, como quando o Brasil expressou desconfiança diante de ações militares norte-americanas na América do Sul. A crise em Essequibo ressuscita essas apreensões e coloca à prova a liderança brasileira na região, enquanto o país busca meios diplomáticos para mitigar as tensões.

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