domingo, 20 de setembro de 2026
Justiça

Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná se manifesta por cassação de Moro

Manifestação é de quinta-feira (14)

Francisco Costapor em
Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná se manifesta por cassação de Moro
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Na pauta, o PLP 23/2019 que altera a Lei do Simples (Lei Complementar 123, de 2006) para incluir as empresas de suporte, análises técnicas e tecnológicas, pesquisa e desenvolvimento de nanotecnologia entre aquelas que podem optar por aderir ao regime tributário simplificado. Em discurso, à tribuna, senador Sergio Moro (União-PR). Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná pediu a perda de mandato do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) por abuso de poder econômico durante a pré-campanha eleitoral de 2022. A manifestação é de quinta-feira (14).

Escrevem os procuradores regionais eleitorais Marcelo Godoy e Eloisa Helena Machado: “Diante de todo o expendido neste parecer, somente baseado no que consta dos autos, a Procuradoria Regional Eleitoral no Paraná manifesta-se pelo julgamento de procedência parcial dos pedidos formulados (…) a fim de que se reconheça a prática de abuso do poder econômico, com a consequente cassação da chapa eleita para o cargo majoritário de senador da República e decretação da inelegibilidade dos srs. Sergio Fernando Moro e Luís Felipe Cunha.”

No último dia 7, o senador foi ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para depor sobre o caso. Ele respondeu as questões do relator e do Ministério Público, mas não dos advogados do PT e do PL, que movem a ação.

Os partidos acusam o congressista de abuso de poder econômico, arrecadação e gastos eleitorais ilícitos, e mau uso dos meios de comunicação. Parecer assinado por Marcelo Godoy e Eloisa Helena Machado descartou uso indevido de comunicação social e de caixa dois.

Ainda segundo as siglas, que pedem a cassação e inelegibilidade por 8 anos, existem irregularidades nas contas de Moro. Elas também argumentam que ele se beneficiou de verba do Podemos, partido que foi pré-candidato à presidência, mas migrou para o União Brasil para concorrer ao Senado.

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