quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Foi Condenado

Gustavo Gayer é condenado por assédio eleitoral

Gustavo Gayer foi acusado de pressionar funcionários de empresas para votarem em Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022

Vitória Bronzatipor em
Em um vídeo postado nas redes sociais, Gayer considerou a condenação "esdrúxula" e confirmou que vai recorrer | Foto: Lula Marques/ABr
Em um vídeo postado nas redes sociais, Gayer considerou a condenação "esdrúxula" e confirmou que vai recorrer | Foto: Lula Marques/ABr

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 80 mil por assédio eleitoral a trabalhadores de empresas em Goiânia durante o segundo turno das eleições de 2022.

O MPT recebeu uma denúncia anônima sobre as reuniões e entrou com uma liminar na Justiça do Trabalho para impedir a realização de novas reuniões durante o período eleitoral. O pedido de suspensão foi aceito.

No último domingo (25), o juiz Celismar Coelho de Figueiredo, da 7ª Vara do Trabalho de Goiânia, proferiu sentença para condenar o deputado ao pagamento da indenização de R$ 80 mil. O juiz considerou que Gayer praticou assédio moral eleitoral ao pressionar funcionários de empresas para votarem em um determinado candidato.

“A prova documental, apresentada pelo MPT, deixa clara a prática de assédio moral eleitoral no ambiente de trabalho, perpetrada pelo requerido contra trabalhadores de diversas sociedades empresárias sediadas nesta capital, coagindo-os moralmente a votarem em um candidato específico como meio de manutenção e criação dos empregos, caso referido candidato fosse reeleito”, escreveu o juiz.

Em um vídeo postado nas redes sociais, Gayer considerou a condenação “esdrúxula” e confirmou que vai recorrer. O deputado disse que foi convidado por empresários para explicar o “plano de governo dos candidatos” e não pediu votos para Bolsonaro.

https://www.instagram.com/p/C1UVm9fuMsb/

“Eu levei [ao processo] várias testemunhas, funcionários e ex-funcionários das empresas. Todas dizendo que eu não coagi, que eu não pedi voto e que nenhuma delas foi obrigada a estarem ali”, concluiu.

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