Inquérito

Assessora de Carlos pediu ajuda da Abin sobre investigações contra família Bolsonaro

A informação está na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) que teve Carlos Bolsonaro como alvo.

Luan Monteiropor Luan Monteiro em 29 de janeiro de 2024
A informação está na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) que teve Carlos Bolsonaro como alvo. | Foto: Reprodução
A informação está na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) que teve Carlos Bolsonaro como alvo. | Foto: Reprodução

Uma assessora do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) pediu a uma assessora do então diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, informações sobre inquéritos contra a família Bolsonaro.

A informação está na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) que teve Carlos Bolsonaro como alvo.

Nas mensagens, a assessora diz que precisa de uma ajuda e envia dois números de inquéritos que, segundo as trocas de mensagens, envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus filhos.

“A solicitação de realização de ‘ajuda’ relacionada à Inquérito Policial Federal em andamento em unidades sensíveis da Polícia Federal indica que o NÚCLEO POLÍTICO possivelmente se valia do Del. ALEXANDRE RAMAGEM para obtenção de informações sigilosas e/ou ações ainda não totalmente esclarecidas” , escreveu Moraes no documento.

De acordo com Moraes, as provas colhidas pela PF mostram que os suspeitos usaram a Abin não só contra adversários, mas para fiscalizar o andamento de investigações em face de aliados políticos”.

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