sábado, 26 de setembro de 2026
Turnê Final

Emicida traz a transcendência de AmarElo para Goiânia

Rapper e pensador contemporâneo apresentará espetáculo imersivo na Arena Multiplace, compartilhando sua jornada espiritual através da música

Luana Avelarpor em
"É de chorar do início ao fim, mas chorar de alegria”, comenta um fã | Foto: Reprodução/Instagram
"É de chorar do início ao fim, mas chorar de alegria”, comenta um fã | Foto: Reprodução/Instagram

No dia 13 de abril, Goiânia receberá a presença do rapper e pensador contemporâneo, Emicida, que estará apresentando sua turnê na Arena Multiplace, às 20h30. O projeto, lançado em 2019 e agora imortalizado em um documentário pela Netflix, adquire uma nova dimensão com AmarElo – A Gira Final, uma emocionante parceria entre a Laboratório Fantasma e a Live Nation Brasil. Em entrevista ao Jornal O Hoje, o artista compartilhou sua inspiração por trás dessa abordagem.

“Eu gosto muito de assistir aqueles documentários dos shows antigos, do festival de jazz de Montreux, esses artistas gigantes se apresentando e fazendo um espetáculo memorável”, disse Emicida. “Eu queria muito que a gente elaborasse um concerto, que a entrega fosse desse nível, assim como a gente vê shows do Marvin Gaye, do John William Coltrane, essa coisa espiritual, que parece que a alma da pessoa sai do corpo”. 

O experimento social, composto por diversas frentes, se consagrou como o trabalho mais premiado do rap brasileiro, ganhando o Grammy Latino em 2020. Esta turnê final não é apenas o encerramento de um projeto, mas a celebração de um estado de espírito que busca a transformação e a inclusão.

O espetáculo tem cativado fãs ao redor do mundo, com 120 apresentações em 9 países e 55 cidades. A experiência tem se transformado em um verdadeiro culto para os espectadores, com uma troca profunda entre o artista e o público. 

Os relatos dos fãs evidenciam a intensidade emocional vivida durante os shows. Um admirador descreve: “É de chorar do início ao fim, mas chorar de alegria”. Após o retorno da turnê pós-pandemia, o cantor tem sido aclamado pelo público, que tem apelidado os shows de ‘culto’. Um dos presentes compartilha: “Foi um culto. O homem estava inspirado. Foi o melhor show que fui na vida”. Emicida comenta sobre a reação dos fãs: “Maravilhosa, não é? Elas chamam de culto, como se elas estivessem indo na igreja”. 

Ao abordar a dimensão social e cultural de ‘AmarElo’, o cantor enfatiza o papel da música e da arte na promoção da mudança e reflexão na sociedade. “Eu acho que o projeto como um todo trabalha pra baixar certas guardas, ele trabalha pra construir certas pontes, pra abrir certas portas, essas portas da percepção. E aí a partir do momento que essas portas se abrem, a gente alcança esse lugar onde ele não é mais um projeto meu, é nosso. É uma coisa que é muito maior do que necessariamente a sessão que a gente fez no estúdio”. 

A escolha do nome ‘A Gira Final’ não é por acaso. Gira é um ritual coletivo das religiões de matriz africana, onde ocorrem cantos, danças e rezas para conexão espiritual. O cantor busca essa transcendência em suas apresentações, buscando despertar os melhores sentimentos e dar esperança aos seu público. 

A primeira música, ‘Principia’, abre os caminhos com o agogô do candomblé e a participação das Pastoras do Rosário e do Pastor Henrique Vieira. Emicida afirma que a música tem uma característica especial de sincretismo, representando a negritude do Sudeste, principalmente de São Paulo. Para encerrar a jornada do trabalho, o artista recorreu a referências ligadas à religiosidade, como o nome da tour.

Durante a turnê, a experiência será potencializada por elementos visuais, participações especiais e outras surpresas. Músicas como a faixa-título, ‘Ismália’ e ‘Ordem Natural das Coisas’ estarão contempladas no repertório, assim como faixas que marcaram a  sua carreira. As duas apresentações em Belo Horizonte, que deram início à turnê, tiveram seus ingressos esgotados.

Falando sobre sua relação com Goiânia, Emicida expressa sua admiração pela cidade e seu público engajado na música independente. “Eu me sinto muito honrado porque eu tive a oportunidade de participar de vários desses festivais, de participar dessa cena, o Goiânia Noise, o Bananada, junto com essa rapaziada da música independente que estava construindo essa cena aí em Goiânia”.

Com expectativa e gratidão, o cantor aguarda a oportunidade de levar sua jornada espiritual através da música ao público goianiense, prometendo uma experiência inesquecível e transformadora para todos os presentes. Quanto à mensagem que ele espera transmitir com seu show em Goiânia, ele compartilha: “Atrás do vinil do AmarElo, a gente colocou uma frase que eu acho que sintetiza nossa intenção. Amar é a forma mais revolucionária de criar um vínculo, criar um elo. E eu acho que esse não é só o que eu penso, mas é a energia que fica depois que a gente passa com o espetáculo”. 

Os ingressos para o show podem ser adquiridos pelo site.

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