quinta-feira, 18 de junho de 2026
Redobrada

Veja como a tecnologia será utilizada para segurança no show da Madonna

Como no Réveillon de 2023, o policiamento para o show da rainha do pop foi redobrado, e os policiais devem utilizar a tecnologia para reduzir a criminalidade, incluindo drones e câmeras com reconhecimento facial

Cecília Epifâniopor Cecília Epifânio em 30 de abril de 2024
Security guard at live festivale event standing in front of the crowd
Security guard at live festivale event standing in front of the crowd

Em quatro dias, Madonna fará o tão aguardado show gratuito (muito importante mencionar isso), na Praia de Copacabana. E, desde que foi anunciado, uma chuva de memes tomou conta da internet a respeito da segurança no Rio de Janeiro.

Como no Réveillon de 2023, o policiamento para o show da rainha do pop foi redobrado, e os policiais devem utilizar a tecnologia para reduzir a criminalidade, incluindo drones e câmeras com reconhecimento facial.

A PM carioca batizou a iniciativa de “Programa de Videomonitoramento Urbano” e, muito antes das comemorações de final de ano, os militares instalaram várias câmeras com software de reconhecimento facial em quase toda a orla da cidade, do Leme até a Pedra de Guaratiba, e nas principais vias expressas da cidade, além dos túneis.

Desde que começou a operar, a Polícia Militar prendeu 50 pessoas em pouco mais de dois meses. Segundo o G1, essas pessoas estavam sendo procuradas por diferentes crimes, como assassinato, feminicídio, envolvimento com tráfico de drogas, roubo e furto.

Para aumentar a vigilância das imagens e a segurança durante o show da Madonna, a Polícia Militar planeja usar drones com as mesmas câmeras, assim como foi feito no Réveillon.

Aos poucos as câmeras começam a funcionar

Durante a festa de Ano Novo de 2023, a iniciativa da Polícia Militar começou com 100 câmeras no total. Em janeiro deste ano, a prefeitura do Rio de Janeiro colocou o software em mais 21 câmeras do Centro de Operações do Rio (COR), localizado no bairro da Lapa.

No final de fevereiro, o Metrô Rio, a Supervia, a CCR Barcas e a CCR Via Lagos concordaram em participar da iniciativa. Agora, as câmeras das estações de metrô, trem e barca também podem identificar rostos, de acordo com as informações da Polícia Civil.

As câmeras não só conseguem ver rostos, mas também podem ler placas de carros. No dia a dia, as imagens aparecem tanto em um carro especialmente equipado com mais quatro câmeras quanto no Centro Integrado de Comando e Controle da Polícia Militar.

Quando o sistema detecta uma pessoa ou veículo com problemas, como mandados de prisão pendentes, ele emite um alerta. Depois disso, os agentes da PM vão até o local da ocorrência.

Tecnologia de reconhecimento facial têm falhas

A tecnologia de reconhecimento facial é alvo de controvérsias e divide opiniões entre especialistas. Qualquer falha no processo pode resultar na abordagem ou até mesmo na prisão injusta de uma pessoa – e isso já aconteceu.

No início das operações no Rio de Janeiro, as câmeras levaram a pelo menos duas prisões equivocadas. A Secretaria de Segurança Pública da cidade atribuiu os erros a “inconsistências do sistema” e a uma “questão de atualização dos bancos de dados”.

Atualmente, o sistema utiliza apenas os dados do Sistema de Cadastro de Mandados de Prisão da Polícia Civil para identificar possíveis suspeitos. Em comunicado, a Secretaria afirmou ter como objetivo unificar os bancos de dados da polícia, Justiça e Governo Federal para “automatizar ao máximo este processo e, consequentemente, agilizar as abordagens”.

No estado de São Paulo, o Ministério Público solicitou a suspensão do Programa Smart Sampa, que previa a instalação de câmeras para reconhecimento facial. Na ocasião, vereadoras da capital argumentaram que, de acordo com especialistas em segurança, a tecnologia tinha um viés discriminatório.

De acordo com estudos, 90,5% das pessoas presas em outras regiões do Brasil por meio do reconhecimento facial eram negras.

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