domingo, 25 de outubro de 2026
Incêndio

Bombeiros trabalham há 50 horas para combater incêndio em galpão de pneus

Incêndio deve ser controlado apenas neste sábado (3) após 40 horas de esforços e 160 mil litros de água usados no galpão que fica em Senador Canedo

João Reynolpor em
Foram mais de 160 mil litros de água usados pelas mangueiras dos bombeiros para combater o fogo | Fotos: Divulgação/CBM-GO
Foram mais de 160 mil litros de água usados pelas mangueiras dos bombeiros para combater o fogo | Fotos: Divulgação/CBM-GO

Era cerca de oito horas da noite da última terça-feira (30/4) quando o Residencial Rio Araguaia estava iluminado devido um incêndio em larga escala num galpão de reciclagem de pneus. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBM-GO), a operação de combate às chamas deve entrar no segundo dia de operação nesta noite de quinta-feira (2), até o momento não houve vítimas. Como a operação ainda está em vigor, também não se sabe o motivo até que a perícia policial seja feita.

Segundo o líder da operação para o Jornal O HOJE, Capitão Danilo Lima, foram mais de 30 militares envolvidos nos dois dias do combate das chamas, e mais de 160 mil litros de água usados, uma quantidade acima do normal devido à natureza do caso. Até o momento, ainda não há previsão de encerramento da operação. “Fui um dos primeiros a chegar aqui com alguns dos militares. As chamas estavam altas e ainda havia muita borracha no local. Já fui substituído por um colega mas estou de volta na segunda ronda”, afirma o militar. 

De acordo com ele, a demora no combate dos fogos é por conta do material de borracha que possui uma facilidade de combustão e uma resistência à água, além disso, a quantidade restante das brasas que ainda restam que dificultam esse controle. Como ele diz, ainda restam muitos focos de queimadas embaixo dos escombros e dos entulhos, por isso, primeiramente é feita a retirada dos escombros como do teto para que os fogos possam ser controlados. “É um trabalho lento mas estamos com todo esforço necessário”, disse o chefe das operações.

Ele ainda conta que a empresa dona do centro de reciclagem está prestando ajuda para os militares, como apoio com maquinário pesado para a remoção do entulho e pessoal para ajudar nos esforços de combate dos fogos. Apesar da ajuda e do tempo da operação, Danilo acredita que a operação pode demorar até dois dias para que ocorra o controle total das chamas. “Acreditamos que até neste sábado (3) consigamos terminar a operação e a perícia comece com as investigações”.   

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA), a queima dos pneus pode trazer danos irreversíveis para o meio-ambiente como uma maior quantidade de poluentes na atmosfera e a contaminação do lençol freático. De acordo com a legislação dos crimes ambientais de 1988, é vedada a queima voluntária de pneus, passível a multa e prisão de até cinco anos dependendo do dano ambiental causado. (Especial para O Hoje)  

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