quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Todes?

STF vai decidir se usar pronome neutro é constitucional após pedido da Aliança Nacional LGBTI+

A ONG está reunindo documentos para entrar com ações no Supremo Tribunal Federal contra leis que proíbem uso de linguagem neutra

Andresa Cardosopor Andresa Cardoso em
STF iluminado com as cores da bandeira LGBTI+ em 2022. Foto: Reprodução/STF
STF iluminado com as cores da bandeira LGBTI+ em 2022. Foto: Reprodução/STF

A ONG Aliança Nacional LGBTI+ está reunindo documentos para entrar com ações no Supremo Tribunal Federal contra a proibição do uso de linguagem neutra.

As ações questionam a constitucionalidade de leis municipais e estaduais que proíbem o uso da linguagem neutra – prática da língua que evita especificar gênero e altera pronomes como ele/ela para elu, por exemplo.

Nesse momento, a associação está reunindo documentos de diversas leis para dar entrada com um bloco de ações no Supremo para derrubá-las. Desde 2021, já foram reunidas 30 leis estaduais ou municipais que vêm sendo homologadas. As ações, por enquanto, serão movidas contra leis nos seguintes estados:

  • Amazonas;
  • Goiás;
  • Minas Gerais;
  • Mato Grosso
  • Pará;
  • Paraná;
  • Rio de Janeiro;
  • Roraima;
  • Rondônia;
  • Rio Grande do Sul;
  • Santa Catarina,
  • São Paulo

A Aliança Nacional LGBTI+ é uma organização sem fins lucrativos que luta pelos direitos das pessoas LGBTI+ no Brasil.

O Advocacy é uma prática política realizada pela organização, no interior das instituições do sistema político, com a finalidade de influenciar a alocação de recursos e a formulação de políticas públicas destinadas à promoção dos direitos das pessoas LGBTI+, e ao enfrentamento da LGBTIfobia.

Relembre caso envolvendo a linguagem neutra em Rondônia

Em 2021, o então governador Marcos José Rocha dos Santos promulgou a Lei Estadual Nº 5123 do Estado do Rondônia que, em síntese, vedava o uso da linguagem neutra.

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), a lei é embasamento preconceituoso e intolerâncias incompatíveis com a ordem democrática e com valores humanos.

Na época, o relator da ação Edson Fachin, suspendeu a lei. No voto, o ministro afirmou que, ao proibir o uso da linguagem neutra, a lei estadual foi contra as normas fixadas pela União (Ministério da Educação).

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