quarta-feira, 15 de abril de 2026
Lesbofobia

Presidente Javier Milei é apontado como culpado por morte de três lésbicas em ataque na Argentina

Homem atirou coquetel molotov em pensão onde dois casais lésbicos moravam

Andresa Cardosopor Andresa Cardoso em 14 de maio de 2024
Reprodução: Fernando Frazão/Agência Brasil
Reprodução: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na madrugada do dia 6/05, um homem atirou coquetel molotov onde viviam dois casais de lésbicas, em Buenos Aires. O crime de ódio que tirou a vida de três mulheres foi cometido por um homem de 62 anos, não identificado, que provocou o incêndio na pensão utilizando panos encharcados em uma substância inflamável, como gasolina.

A primeira vítima morreu na terça-feira, dia 7; outra na quarta-feira, dia 8; e a última nesse domingo, dia 12. A quarta vítima ainda se recupera em um hospital.

O caso movimentou ativistas do país a protestarem em frente ao Congresso Argentino e à pensão onde as vítimas residem.

Milei e sua política anti-humanitária

Em um discurso proferido no dia 17 de janeiro desde ano, o presidente da Argentina Javier Milei, do partido libertário, considerou o feminismo “uma luta ridícula e antinatural entre o homem e a mulher”.

Em comunicado postado no X (antigo Twitter), o Ministério da Mulher de Buenos Aires, governado por Axel Kicillof, manifestou seu repúdio à situação:

“Expressamos nossa preocupação às instituições envolvidas no caso e no processo judicial, uma vez que este crime de ódio não é um incidente isolado e está inserido em discursos que são irresponsavelmente reiterados pelo Governo nacional. A comunidade LGBT+ é historicamente discriminada, e a crise econômica e a escassez de acesso à moradia agravam sua situação de vulnerabilidade”.

Confira o comunicado completo aqui.

Siga o Canal do Jornal O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do Jornal O Hoje.