quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Dólar

Dólar dispara e bolsa despenca após sinalizações do BC norte-americano

Em dia volátil, moeda americana atinge maior valor em nove dias, enquanto Ibovespa cai para menor patamar em quase um mês

Vitória Bronzatipor Vitória Bronzati em
Investidores reagem com cautela a possível aperto monetário nos EUA | Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil
Investidores reagem com cautela a possível aperto monetário nos EUA | Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de fortes oscilações nesta quarta-feira (22), com o dólar e a bolsa de valores em direções opostas. A moeda americana disparou, impulsionada por sinalizações do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA), enquanto o Ibovespa despencou, atingindo o menor patamar em quase um mês.

O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,156, um aumento de 0,78% em relação à última terça-feira (21). A alta foi impulsionada pela ata da última reunião do Fed, divulgada na tarde de hoje. No documento, o banco central americano sinalizou a possibilidade de elevar os juros em um ritmo mais acelerado caso a inflação continue subindo nos EUA. Essa perspectiva levou os investidores a buscarem refúgio em ativos considerados mais seguros, como o dólar, pressionando sua cotação para cima.

No mercado de ações, o cenário foi completamente diferente. O Ibovespa, principal índice da B3, despencou 1,38%, fechando aos 125.650 pontos. Essa queda foi a maior desde o dia 25 de abril e levou o indicador ao menor nível em quase um mês. A sinalização do Fed sobre possíveis aumentos dos juros também afetou o mercado acionário brasileiro, pois taxas mais altas nos EUA podem encarecer o crédito e reduzir o investimento em empresas, impactando negativamente seus resultados.

Além da alta do dólar e da queda da bolsa, o dia também foi marcado pela volatilidade no mercado de câmbio. O real se desvalorizou em relação a diversas moedas estrangeiras, com destaque para o euro, que subiu 0,5%. Essa desvalorização do real é reflexo da fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil, para economias mais desenvolvidas, como os EUA, em busca de investimentos mais seguros.

Com informações da Agência Brasil

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