Pedido de vista

Zanin suspende julgamento sobre revista íntima em presídios

Ministro do STF pediu mais tempo para análise

Thiago Borgespor Thiago Borges em 24 de maio de 2024
Ministro do STF suspende julgamento sobre revista íntima em presídios
Ministro do STF suspende julgamento sobre revista íntima em presídios (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado) Participantes da reunião: senador Marcelo Castro (MDB-PI); senador Renan Calheiros (MDB-AL); senador Fernando Farias (MDB-AL). Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O ministro do Superior Tribunal Federal, Cristiano Zanin, realizou um pedido de vista (tempo para maior análise) nesta sexta-feira (24), a respeito do julgamento de um recurso que discute a revista íntima em presídios, nos visitantes. 

O caso que tinha voltado para julgamento nesta sexta, em plenário via internet, ainda não tem data para retorno.

A revista íntima acontece com as pessoas que vão visitar os detentos. Os visitantes precisam ficar nus (completamente ou parcialmente) e expor partes íntimas do corpo para os agentes penitenciários que realizam a revista. 

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Cinco ministros já votaram contra a prática, argumentando que ela ofende a dignidade humana e por isso precisa ser proibida. Os ministros que votaram foram: Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Rosa Weber (que já não faz parte do quadro de ministros do Tribunal, mas votou antes de sua saída).

Já os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça entendem que a prática não é ilegal, e que existem meios para não constranger a vítima. Os ministros alegaram que a prática é importante para auxiliar no controle da segurança prisional.

A turma que se diz a favor da prática, entende que existem práticas que humilham e tiram a dignidade das vítimas, mas que protocolos rigorosos podem extinguir as práticas de abuso. O uso de equipamentos, como Scanners, nas revistas é um dos meios citados, além de, a revista só poderia ser feita por um agente penitenciário do mesmo sexo.

O julgamento acontece desde 2020, mas pedidos de vistas dos ministros estenderam o caso. Ainda faltam os ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux para darem seus votos. 

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