Ofensiva

Israel bombardeia Rafah, último refúgio de palestinos em Gaza

Os bombardeios deixaram ao menos 45 mortos

Luan Monteiropor Luan Monteiro em 27 de maio de 2024
Os bombardeios deixaram ao menos 45 mortos. | Foto: Hani Alshaer/Anadolu
Os bombardeios deixaram ao menos 45 mortos. | Foto: Hani Alshaer/Anadolu

Bombardeios israelenses em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, deixaram ao menos 45 mortos. O local é o último refúgio para palestinos que foram deslocados por conta da guerra e fica na fronteira com o Egíto.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, entre os mortos estão 23 mulheres, crianças e idosos. Além disso, 249 se feriram até o momento. O ministério afirmou que, até o momento, 36.050 palestinos morreram desde o início dos ataques em Gaza. Ao menos 81 mil estão feridos.

“Massacre hediondo”

Diversos países e organizações condenaram os ataques de Israel à Rafah. A presidência da Palestina acusou Israel de visar deliberadamente civis, juntando-se a um coro de condenação mundial após o ataque.

Em comunicado no X, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) disse que as imagens de Rafah são mais uma prova de que Gaza é “o inferno na terra”.

Já a Voz Judaica pela Paz, organização anti-sionista, classificou o ataque como “genocídio”. “Nunca esqueceremos as imagens que emergiram de Rafah esta noite. Seres humanos, incluindo bebês, foram queimados vivos e dilacerados. Este genocídio deve acabar, deve terminar agora”, disse a organização Voz Judaica pela Paz num comunicado.

“Consideramos o governo dos EUA, além do governo israelense, responsável pelo massacre de mais de 36.000 palestinos, pelo cerco e pela fome dos palestinos em Gaza, e pela destruição em massa de infra-estruturas e de terras. Exigimos agora o fim de todo o financiamento dos EUA às forças armadas israelenses. Pessoas de consciência em todo o mundo pedem o fim do genocídio.”