terça-feira, 6 de outubro de 2026
Pesquisa Industrial

Indústria de alimentos é a que mais emprega no Brasil, diz IBGE

Setor se consolida como principal empregador, com quase um quarto dos postos de trabalho

Alexandre Paespor em
Trabalhadores em ação na linha de produção de uma fábrica de alimentos | Foto: Reprodução
Trabalhadores em ação na linha de produção de uma fábrica de alimentos | Foto: Reprodução

O setor de fabricação de alimentos continua sendo o maior empregador da indústria brasileira, representando 22,8% dos 8,3 milhões de trabalhadores do setor em 2022. Esses dados foram revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27), por meio da Pesquisa Industrial Anual (PIA) Empresa.

Além da fabricação de alimentos, a indústria de confecção de artigos do vestuário e acessórios e a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, também se destacam. Juntos, esses setores representam 7% e 5,9% do total de trabalhadores, respectivamente.

Em 2022, o Brasil contava com 346,1 mil empresas industriais, empregando um total de 8,3 milhões de pessoas. Essas empresas geraram uma receita líquida de vendas de R$ 6,7 trilhões e um valor de transformação industrial de R$ 2,5 trilhões. Destes, 89,3% vieram das indústrias de transformação.

A PIA-Empresa destacou que, em 2022, 97,3% dos trabalhadores estavam empregados nas indústrias de transformação, um percentual praticamente estável em comparação com 2013, quando esse número era de 97,5%. As indústrias extrativas, por sua vez, empregaram 2,5% da força de trabalho industrial em 2013 e mantiveram essa representatividade ao longo dos anos.

Os dados demonstram a robustez e a estabilidade do setor industrial brasileiro, com a fabricação de alimentos mantendo-se como o pilar do emprego industrial no país.

Em 2022, o salário médio pago na indústria foi de 3,1 salários mínimos (s.m.), tendo se reduzido em 0,3 s.m. em relação a 2013. Esse decréscimo foi reflexo do comportamento dos salários médios tanto nas Indústrias extrativas quanto nas Indústrias de transformação, que tiveram quedas, respectivamente, de 6,3 s.m. para 5,2 s.m. e de 3,3 s.m. para 3,0 s.m. no mesmo período.

Produtos líderes 

O IBGE também divulgou a Pesquisa Industrial Anual – Produto (PIA-Produto). Em 2022, foram pesquisados cerca de 3.400 produtos e serviços industriais em aproximadamente 39,8 mil unidades locais industriais distribuídas por mais de 33,1 mil empresas.

No ranking dos dez principais produtos industriais, óleos brutos de petróleo foi o produto com a maior receita líquida de vendas na indústria brasileira, com receita de R$ 274,5 bilhões e participação de 5,3% do total da receita líquida industrial nacional.

O aumento da cotação do barril de petróleo contribuiu para este cenário, e fez com que o produto ganhasse uma posição no ranking. Óleo diesel, por ser um derivado de petróleo, também foi influenciado pela elevação no seu preço e ocupou a segunda posição, com receita líquida de vendas de R$ 200 bilhões e participação de 3,9% no total.

Em seguida, minérios de ferro (R$ 159,6 bilhões e 3,1% de participação) recuou duas posições em função da queda nos preços internacionais provocada pela menor demanda chinesa, ainda impactada por paralisações nas fábricas devido à covid-19. Os dez produtos com as maiores receitas, em conjunto, concentraram 23,4% do valor das vendas em 2022, participação superior à observada em 2021 (22,9%).

Há ainda carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (R$ 114,7 bilhões e 2,2% de participação); adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) (R$ 102,8 bilhões e 2%); gasolina automotiva (R$ 90,3 bilhões e 1,7%); tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja (R$ 76,1 bilhões e 1,5%); álcool etílico (etanol) não desnaturado para fins carburantes (R$ 67,5 bilhões e 1,3%); óleos combustíveis, exceto diesel (R$ 67 bilhões e 1,3%); e automóveis, com motor a gasolina, álcool ou bicombustível, de cilindrada maior que 1.500 cm3 ou menor ou igual a 3.000 cm3 (R$ 60,6 bilhões e 1,2%).

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