quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Saúde

STF forma maioria para garantir atendimento de pessoas trans no SUS

Ação foi protocolada pelo Partido dos Trabalhadores (PT)

Thiago Borgespor em
STF forma maioria para garantir atendimento de pessoas trans no SUS
STF forma maioria para garantir atendimento de pessoas trans no SUS Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou, nesta quinta-feira (27), maioria de votos para garantir o atendimento de pessoas transexuais no Sistema Único de Saúde (SUS).

Seis votos foram a favor, de um total de onze ministros, para garantir que as consultas e exames de todas as especialidades nos hospitais públicos sejam realizados, independente do sexo biológico constante nos registros.

A sessão virtual termina amanhã (28). Dessa forma, a Corte decide se referenda a liminar proferida em 2021 pelo ministro Gilmar Mendes para garantir o direito às consultas. 

Na ação, protocolada pelo PT ainda no governo de Jair Bolsonaro, o partido alegou que pessoas trans não conseguem ter acesso aos serviços públicos de saúde após alterarem seu registro civil.

A legenda relatou casos de homens transexuais que conservam o aparelho reprodutor feminino e não conseguem agendar consultas ginecológicas. Da mesma forma, mulheres trans tiveram acesso negado a urologistas e proctologistas.

A restrição, segundo o partido, ofende os princípios constitucionais do direito à saúde e à dignidade da pessoa humana. Gilmar Mendes reafirmou seu voto. Ademais, o ministro disse que entende que o atendimento deve ser garantido de acordo com as necessidades do cidadão.

“A matéria discutida nestes autos nada tem a ver com qualquer espécie de ativismo ou pauta de costumes. Ao invés, trata-se de questão de saúde pública que não comporta tergiversações. Deve ser garantida à população LGBTQIA+ o pleno e irrestrito acesso às políticas públicas de saúde ofertadas pelo Estado em condições de igualdade com todo e qualquer cidadão brasileiro”, disse Gilmar.

Dessa forma, além de Gilmar, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Edson Fachin também votaram a favor. Além disso, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber, ministros já aposentados, também votaram ao longo da tramitação do caso no STF.

Com informações da Agência Brasil

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