domingo, 8 de novembro de 2026
Pedido da Abraji

Ministro Flávio Dino decide por auditoria nas emendas PIX

Ministro acatou argumentos apresentados pela Associação de jornalismo investigativo

Yago Salespor em
Ministro Flávio Dino decide por auditoria nas emendas PIX
Ministro do Supremo Tribunal Federa

Por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso terá de dar transparência às emendas PIX. A decisão de Dino ocorreu nesta quinta-feira (1°) com o intuito de rastrear emendas individuais dos parlamentares ao Orçamento da União que devem seguir critérios de transparência e de rastreabilidade.

A Controladoria-Geral da União (CGU), conforme a decisão do ministro da Suprema Corte, vai passar a auditar os repasses em até 90 dias.

Antes disso, porém, o governo federal vai liberar as emendas apenas depois de os deputados e senadores inserirem no Portal Transferegov, sítio virtual do governo federal, informações sobre as transferências, como dados envolvendo plano de trabalho, estimativa de recursos e prazo para a execução dos valores.

Ministro Flávio Dino decide por auditoria nas emendas PIX

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) acionou o STF, onde protocolou ação . Para a entidade, esse tipo de emenda individual permite o repasse de recursos sem a vinculação de projetos específicos, caindo direto no caixa do recebedor e impedindo a fiscalização dos órgãos de controle.

Ao analisar o caso, Flávio Dino entendeu que os argumentos demonstrados pela entidade mostram insuficiência de mecanismos de transparência do atual modelo de repasses das emendas.

“Nesse sentido, deve-se compreender que a transparência requer a ampla divulgação das contas públicas, a fim de assegurar o controle institucional e social do orçamento público”, afirmou Dino.

Leia mais: Motivo de Flávio Dino não votar em julgamento sobre maconha

Antes de tudo, mais cedo, Flávio Dino também determinou que a adoção de regras para indicação de recursos públicos por meio das emendas parlamentares RP9, conhecidas como “Orçamento Secreto”.

Pela decisão do ministro, o governo pagará apenas aquelas emendas que respeitarem a rastreabilidade. Dino também entendeu que as organizações não-governamentais (ONGs) deverão seguir as mesmas regras quando atuarem como executoras das emendas.

O entendimento do ministro também determina que a Controladoria-Geral da União (CGU) realize uma auditoria de todos os repasses realizados pelos parlamentares por meio das emendas do “orçamento secreto”.

Em dezembro de 2022, o STF entendeu que as emendas chamadas de RP9 são inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte. No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação, apontou que a decisão continua em descumprimento.

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