Quadrilha usava scripts e metas para aplicar golpe do falso financiamento
A frase “Quem não bate metas, bate palmas” estava em evidência em uma das paredes de uma das empresas usadas pelos golpistas
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Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Procon Goiás desvendou um esquema criminoso que enganava consumidores em Aparecida de Goiânia, oferecendo falsos financiamentos para a aquisição de veículos e imóveis. A ação, promovida na última terça-feira (30), resultou na prisão de oito pessoas e na apreensão de materiais que comprovam a prática do crime.
As investigações iniciaram após diversas denúncias de consumidores que foram atraídos por anúncios nas redes sociais e em sites de marketplace. As vítimas eram levadas a acreditar que poderiam adquirir bens de alto valor com pequenas entradas e parcelamentos facilitados, mas, na verdade, estavam adquirindo cotas de consórcio.
Durante a operação, foram apreendidos documentos, computadores e outros materiais que comprovam a prática do crime. Oito pessoas, entre gerentes e representantes das empresas, foram presas em flagrante e conduzidas para a delegacia.
Em meio aos documentos apreendidos, os investigadores encontraram roteiros utilizados pelos suspeitos para abordar as vítimas durante as ligações. Essas ferramentas, que continham scripts com frases padronizadas e argumentos persuasivos, demonstram a organização e a profissionalização do grupo criminoso. A frase “Quem não bate metas, bate palmas”, encontrada em uma das empresas, revela a cultura de resultados a qualquer custo que motivava os criminosos a enganarem seus clientes.
Veja imagens do material apreendido
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Quadrilha usava scripts e metas para aplicar os golpes dos falsos financiamentos (Imagens: Divulgação/PC-GO)
Em um dos casos um consumidor denunciou que desembolsou R$ 14 mil como entrada para a compra de uma casa no valor de R$ 280 mil. A vítima foi informada de que o restante do valor seria parcelado. No entanto, depois de assinar o contrato, não foi cumprido o acordo de entrega das chaves da casa em poucos dias. O cliente relatou que o contato com os vendedores foi se tornando muito difícil e só depois de alguns dias descobriu que o contrato era relativo a consórcio.
Outro consumidor estava prestes a entregar R$ 4 mil como entrada para a compra de um veículo no valor de R$ 80 mil, com a promessa de que o restante seria financiado e o carro estaria disponível no mesmo dia. Felizmente, a rápida intervenção dos agentes do Procon e da Polícia Civil impediu que mais essa vítima fosse enganada.
Para evitar cair em golpes como este, é fundamental que os consumidores pesquisem sobre as empresas antes de realizar qualquer negócio, desconfiando de propostas que parecem boas demais para ser verdade. Além disso, é importante buscar orientação em órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, antes de assinar qualquer contrato.