sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Gestão de Recursos

De 26 capitais, prefeitos do Centro-Oeste estão entre os piores avaliados  

As gestões municipais falharam na administração de recursos públicos e na aplicação de políticas públicas que reverberam no presente social dos cidadãos  

Raunner Vinicius Soarespor em
Urna Eletrônica Marcelo Camargo ABR
Urna Eletrônica Marcelo Camargo ABR

Das 26 capitais, prefeitos da Região Centro-Oeste estão entre os piores avaliados pelo público, diz levantamento. De acordo com a pesquisa Atlas Inteligente, prefeitos de Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Cuiabá (Mato Grosso) e Goiânia (Goiás) estão entre as últimas colocações em categorias setoriais como Limpeza Urbana, Educação, Cultura, Turismo e Eventos, Meio Ambiente e Lazer, Obras Públicas, Ordem Urbana e Segurança Pública, Pavimentação de Ruas e Calçadas, Saúde e Transporte. Os entrevistados da pesquisa são recrutados organicamente durante navegação de rotina na web em territórios geolocalizados pelo próprio dispositivo.   

Os prefeitos avaliados são da gestão anterior, entre eles estão: Adriane Lopes (PP), Emanuel Pinheiro (MDB) e Rogério Cruz (Solidariedade), que são prefeitos de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiânia respectivamente. As gestões municipais das capitais da Região Centro-Oeste falharam na administração de recursos públicos e na aplicação de políticas públicas que reverberam no presente social dos cidadãos, de forma que a impressão da população desaprovou os seus gestores em diversas pautas de interesse público.  

Para garantir a representatividade, as amostras da Atlas Intel são pós-estratificadas usando um algoritmo iterativo em um conjunto mínimo de variáveis de destino: sexo, faixa etária, nível educacional, nível de renda, região e comportamento eleitoral anterior.  

As amostras resultantes do processo de pós-estratificação se assemelham ao perfil da população adulta do Brasil, inclusive da população que possui um acesso mais limitado à tecnologia. Em se tratando de Cultura, Turismo e Evento, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, ficou em 21º; o de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, ficou em 24º; e o de Goiânia, Rogério Cruz, ficou 25º. Já em Educação a prefeita de Campo Grande ficou em 16º; o de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, ficou em 22º; e o de Goiânia, Rogério Cruz, ficou em 26º.  

Em se tratando de Limpeza Urbana, a prefeita Campo Grande ficou em 15º; o de Cuiabá ficou em 24º; e o de Goiânia ficou em 26º. Já em Meio Ambiente e Lazer a prefeita de Campo Grande ficou em 17º; o de Cuiabá ficou em 23º; e o de Goiânia ficou em 25º. Em se tratando de Obras Públicas, a prefeita de Campo Grande ficou em 20º; o de Cuiabá ficou em 23º; e o de Goiânia ficou em 25º.   

Leia mais: Prefeitos dão início à gestão com mais desafios fiscais do que políticos

Em relação à Ordem Urbana e Segurança Pública, a prefeita de Campo Grande ficou em 15º; o de Goiânia ficou em 20º; e o de Cuiabá ficou em 23º. Em se tratando de Pavimentação de Ruas e Calçadas, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, ficou em 21º; o de Goiânia, Rogério Cruz, ficou em 24º; e o de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, ficou em 26º. Já em Saúde, a prefeita de Campo Grande ficou em 18º; o de Cuiabá ficou em 24º; e de Goiânia ficou em 25º. Por fim, ao se tratar de Transporte, a prefeita de Campo Grande ficou em 18º; o de Cuiabá ficou em 23º; e o de Goiânia ficou 24º.   

Ideal de gestão  

Em entrevista especial ao Jornal O Hoje, o cientista político Guilherme Carvalho aponta que o ideal de gestão municipal é “arrojar as contas públicas”, e ao mesmo tempo “buscar o equilíbrio” delas, “porque, cada vez mais, os gestores estão perdendo os mandatos, ficando inelegíveis por descumprir regra fiscal. Em suma, é essa talvez seja a regra mais geral que nós temos em termos da gestão pública para os próximos anos.” 

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Tags:
Centro-Oeste Gestão piores Política Prefeitos

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