domingo, 1 de novembro de 2026
Economia

Gás de cozinha fica mais barato, mas baianos pagarão mais caro

Combustíveis sofrem aumento

Otavio Augustopor em
Gás de cozinha fica mais barato, mas baianos pagarão mais caro
Gás de cozinha fica mais barato. Foto: Divulgação

A partir deste sábado (1º), o gás de cozinha ficará mais barato para a maior parte dos consumidores no Brasil. A redução ocorre devido à nova alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo cobrado pelos estados. Com a mudança, o imposto sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP) foi reduzido de R$ 1,41 para R$ 1,39 por quilo.

Aumento do gás de cozinha na Bahia

No entanto, na Bahia, o cenário será diferente. A Refinaria de Mataripe, privatizada em 2021, anunciou um reajuste de 9,2% no preço do gás de cozinha. O aumento, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), pode elevar o valor do botijão em até R$ 8 para os consumidores baianos.

Mudança no ICMS afeta combustíveis

A decisão de reduzir o ICMS do gás de cozinha foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) com base nos preços médios do produto entre fevereiro e setembro de 2023. O órgão justificou que a queda nos preços médios do GLP permitiu a redução do imposto.

Por outro lado, o Confaz aprovou aumentos para outros combustíveis. A partir de hoje, a gasolina e o etanol terão uma alíquota de R$ 1,47 por litro, ante os R$ 1,37 anteriores. O diesel e o biodiesel passarão a pagar R$ 1,12 por litro, acima dos R$ 1,06 cobrados anteriormente.

Desde 2022, o ICMS sobre combustíveis é fixado em valores absolutos por litro ou quilo, substituindo o modelo anterior, no qual cada estado aplicava um percentual sobre o preço final do produto.

Gás de cozinha
Gás de cozinha mais em conta. Foto: Divulgação

Gás natural também sofre alteração

Além do gás de cozinha, o gás natural também terá mudança de preço a partir deste sábado. A Petrobras anunciou uma redução de 1% no valor do insumo vendido às distribuidoras. O ajuste ocorre a cada três meses e leva em conta a variação do dólar e do petróleo Brent no mercado internacional.

Segundo a Petrobras, mesmo com a alta de 5,3% do dólar no período, a queda de 6% na cotação do petróleo permitiu a redução no preço final do gás natural. Desde dezembro de 2022, o insumo acumula uma queda de 23% no valor médio cobrado das distribuidoras.

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