quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Economia

Alta dos combustíveis em Goiás contrasta com queda de preços no restante do Brasil

O Centro-Oeste se destaca como única região com alta nos preços

Micael Mourapor em
O litro do etanol subiu R$ 0,15 (3,42%), passando de R$ 4,39 em abril para R$ 4,54 em maio Foto: Freepik
O litro do etanol subiu R$ 0,15 (3,42%), passando de R$ 4,39 em abril para R$ 4,54 em maio Foto: Freepik

Os preços dos combustíveis em Goiás encerraram o mês de maio com aumentos significativos, principalmente no etanol, que apresentou a maior alta percentual do País, de acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O levantamento apontou que o litro do etanol subiu R$ 0,15 (3,42%), passando de R$ 4,39 em abril para R$ 4,54 em maio. 

A gasolina também registrou alta, embora mais moderada, subindo R$ 0,06 (0,94%) e encerrando o mês a R$ 6,43 por litro. Em contrapartida, o diesel comum teve queda de 3,15%, reduzindo-se em R$ 0,20 e sendo vendido, em média, por R$ 6,14 no Estado.

Mesmo com o aumento, a gasolina e o diesel comercializados em Goiás foram os mais baratos do Centro-Oeste no período. Já o etanol, apesar da alta, ficou acima da média regional. Esse comportamento evidencia um cenário particular no Estado, que contrasta com a média nacional e aponta para fatores locais influenciando os reajustes, como logística, demanda e distribuição.

No panorama regional, o Centro-Oeste foi a única entre as cinco regiões brasileiras a apresentar aumento médio no preço da gasolina e do etanol em maio. A gasolina teve uma alta de 0,62%, sendo comercializada a R$ 6,54, enquanto o etanol subiu 0,91%, alcançando R$ 4,45 por litro. O diesel, porém, seguiu a tendência nacional de queda: o tipo comum teve retração de 2,95% (R$ 6,26) e o diesel S-10 caiu 3,06% (R$ 6,34).

Segundo Renato Mascarenhas, diretor de Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade, a alta dos preços no Centro-Oeste decorre de dinâmicas locais que interferem no custo final ao consumidor. “Apesar da tendência nacional de redução do preço de combustíveis,  dinâmicas internas e individuais da região fizeram com que os valores médios do etanol e da gasolina subissem no Centro-Oeste. O que fez da região a única com alta no preço dos combustíveis. O diesel, por outro lado, acompanhou a redução nacional devido ao reajuste no início do mês, o terceiro em dois meses”, explicou o executivo.

Entre os estados da região, o Distrito Federal registrou os combustíveis mais caros: gasolina a R$ 6,82 (+2,40%), etanol a R$ 5,03 (+3,29%) e diesel a R$ 6,59 (-2,23%). No Mato Grosso, os preços apresentaram queda em todos os combustíveis — destaque para o etanol, que caiu 0,93%, custando R$ 4,28, o menor valor da região. Já no Mato Grosso do Sul, a retração foi generalizada: gasolina a R$ 6,51 (-0,31%), etanol a R$ 4,42 (-0,45%) e diesel a R$ 6,30 (-2,78%).

Panorama nacional

No cenário nacional, a tendência foi de leve retração nos preços médios dos combustíveis. Em maio, o etanol teve queda de 0,67%, passando de R$ 4,48 para R$ 4,45. A gasolina recuou 0,46%, sendo vendida a R$ 6,43 — valor praticamente igual ao registrado em Goiás, apesar do aumento local. O diesel também caiu em praticamente todo o território nacional, impulsionado por sucessivos reajustes aplicados no início do mês.

Os menores preços médios para gasolina e etanol foram registrados no Sudeste, com destaque para São Paulo, onde o etanol custou R$ 4,20 após queda de 0,94%. No Rio de Janeiro, a gasolina ficou em R$ 6,23. Já o maior valor para a gasolina foi identificado no Acre, a R$ 7,60. O etanol mais caro foi encontrado no Amazonas, por R$ 5,48.

Dentre as reduções mais expressivas, o Maranhão se destacou com a maior queda no preço do etanol (-3,65%), enquanto o Amazonas teve a maior queda na gasolina (-1,66%). O Sudeste registrou a maior retração no preço do etanol (-1,14%) e a segunda maior na gasolina (-0,48%). O Sul do País teve a maior queda na gasolina (-0,77%), enquanto o Nordeste também apresentou recuos moderados.

A pesquisa do IPTL é baseada em mais de 21 mil postos de combustíveis e no monitoramento de uma frota de mais de 1 milhão de veículos, com cerca de oito transações registradas por segundo. Os dados reforçam a importância do monitoramento regional para entender variações de preço que, muitas vezes, destoam da média nacional — como é o caso atual do Centro-Oeste, e especialmente de Goiás.

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