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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
riscos vasculares

Viagens longas, calor e pouco movimento: por que o verão exige mais atenção com a circulação

Deslocamentos prolongados, altas temperaturas e sedentarismo elevam riscos vasculares durante o verão

Luana Avelarpor Luana Avelar em 31 de dezembro de 2025
verão
Foto: Facebook

Com a chegada do verão, o aumento das viagens de carro, ônibus e avião e a mudança na rotina acendem um alerta para a saúde vascular. Horas seguidas na mesma posição, calor intenso e menor ingestão de líquidos criam um cenário que exige atenção redobrada com a circulação sanguínea, especialmente nos membros inferiores.

Estudos médicos indicam que permanecer imóvel por mais de quatro horas já é considerado fator de risco para alterações no fluxo venoso. Quando essa condição se associa à desidratação e às altas temperaturas típicas do verão, o retorno do sangue ao coração pode ser prejudicado.

“Durante o verão, é muito comum que as pessoas passem horas sentadas em viagens, bebam menos água e se movimentem menos do que o habitual. Tudo isso interfere no retorno venoso e aumenta o risco de complicações”, explica a angiologista e cirurgiã vascular Dra. Ilana Barros.

No verão, imobilidade prolongada vira fator de risco 

Dados do Ministério da Saúde reforçam o alerta. Em 2023, o Brasil registrou mais de 70 mil casos de trombose. Em 2024, o número ultrapassou 75 mil. Apenas nos primeiros seis meses de 2025, foram contabilizados mais de 36 mil novos diagnósticos, média próxima de 200 casos por dia. Especialistas observam que períodos de maior mobilidade, como o verão, concentram parte relevante desses registros.

Embora o termo “trombose do viajante” seja mais associado a voos internacionais, o risco não se limita ao transporte aéreo. Viagens longas de carro ou ônibus, principalmente sem pausas regulares, também favorecem a estase venosa, condição que dificulta o retorno do sangue.

“Muitas pessoas acreditam que esse risco só existe em viagens aéreas longas, mas trajetos extensos de carro ou ônibus, sem paradas para movimentação, também merecem atenção”, destaca a Dra. Ilana Barros.

A prevenção no verão envolve atitudes simples, porém constantes: movimentar pés e pernas durante o trajeto, levantar-se sempre que possível, fazer pequenas caminhadas, manter boa hidratação e evitar roupas apertadas. “São cuidados aparentemente simples, mas que fazem muita diferença. O corpo precisa de movimento para manter a circulação adequada, especialmente em dias quentes”, reforça a especialista.

Pessoas com histórico familiar de trombose, varizes calibrosas, obesidade, uso de hormônios ou longos períodos de sedentarismo devem redobrar os cuidados durante o verão. Nesses casos, a avaliação médica antes de viagens prolongadas pode orientar estratégias preventivas individualizadas.

Além dos deslocamentos, o comportamento típico do verão também pesa. Longos períodos sentados em casa, associados ao calor, podem agravar sintomas como inchaço, dor e sensação de peso nas pernas, sinais que não devem ser negligenciados.

As diretrizes da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular indicam que a trombose venosa profunda é uma condição potencialmente grave, mas amplamente evitável com informação, orientação adequada e identificação precoce dos fatores de risco.

“O verão deve ser um período de descanso e não de risco. Com informação, prevenção e atenção aos sinais do corpo, é possível aproveitar as férias com mais segurança e cuidar da saúde vascular”, conclui a Dra. Ilana Barros.

Leia também: https://ohoje.com/2025/12/30/verao-tratamentos-de-pele/

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