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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
au revoir

Emily em Paris é renovada e levanta debate sobre desgaste da série

Com sexta temporada, Emily em Paris testa os limites do sucesso

Luana Avelarpor Luana Avelar em 5 de janeiro de 2026
Emily em Paris
Foto: Netflix

A confirmação da sexta temporada de Emily em Paris pela Netflix não veio acompanhada apenas de empolgação. A notícia também provocou um sentimento recorrente entre parte do público: a sensação de que a série continua mais por insistência do que por necessidade criativa. A quinta temporada, recém-lançada, reforça a impressão de que Emily em Paris passou a repetir conflitos, cenários e soluções já conhecidas.

Nas últimas temporadas, a produção deixou de explorar transformações reais na trajetória da protagonista. A mudança de cidade, vendida como renovação, funcionou mais como artifício estético do que como motor narrativo. Roma entrou em cena com cartões-postais, mas pouco acrescentou ao percurso profissional ou emocional de Emily, que segue presa aos mesmos dilemas e ao mesmo impasse afetivo apresentado desde o início.

Emily em Paris
Foto: Divulgação

Emily em Paris e o looping emocional

O eixo central da série continua girando em torno do relacionamento entre Emily e Gabriel. Independentemente de novos personagens ou interesses amorosos, a narrativa sempre retorna ao mesmo ponto. A previsibilidade deixou de ser um efeito colateral e passou a estruturar a trama. A quinta temporada, nesse sentido, opera quase como uma preparação prolongada para um final já antecipado pelo público.

Outro sinal de desgaste aparece no uso do elenco de apoio. Personagens que antes davam dinamismo à história agora orbitam conflitos reciclados, com arcos pouco desenvolvidos. Falta risco, falta surpresa e falta vontade de deslocar Emily in Paris para além da zona de conforto que a consagrou.

Visualmente, a série mantém seu apelo. Figurinos seguem impecáveis e os cenários continuam funcionando como vitrine turística. Mas o apuro estético já não compensa a fragilidade dramática. Com o retorno anunciado a Paris, a sexta temporada se apresenta como uma encruzilhada: ou assume o encerramento e organiza um desfecho coerente, ou prolonga uma narrativa que já não sustenta tensão suficiente.

Como fenômeno cultural, Emily em Paris cumpriu seu papel. Marcou uma fase do streaming, conquistou público fiel e virou referência pop. Persistir além disso pode diluir o próprio charme. Em alguns casos, saber quando terminar é a decisão mais elegante — especialmente quando a história já disse quase tudo o que tinha a dizer.

Leia também: https://ohoje.com/2025/10/23/emily-em-paris-retorna-com-5a-temporada/

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