Consulado e mãe confirmam achado de passaporte de Eliza Samudio em Portugal
Documento antigo em nome da brasileira foi localizado em um apartamento alugado e entregue ao Consulado-Geral Brasileiro em Lisboa
Um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio foi encontrado em um apartamento em Portugal e entregue às autoridades brasileiras. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Leo Dias e confirmada posteriormente pelo Consulado-Geral Brasileiro e pela mãe da brasileira, Sônia Moura. Procurado, o Itamaraty ainda não se manifestou.
Segundo o portal, o documento foi localizado no fim de 2025, “escondido ou esquecido” em meio a livros, em um apartamento alugado. Um homem identificado apenas como José teria encontrado o passaporte e o levado ao consulado em Lisboa. Fontes oficiais confirmaram a autenticidade do documento, que não possui registro de emissão de segunda via.
Em entrevista ao jornal O Tempo, Sônia Moura afirmou que tomou conhecimento do caso, mas que só irá se pronunciar após uma análise mais detalhada do passaporte, com apoio de advogados.
Em nota, o Consulado-Geral Brasileiro informou que recebeu o documento na sexta-feira (2) e comunicou oficialmente o Itamaraty em Brasília. “Neste momento, estamos aguardando instruções sobre quais são os próximos passos com relação ao documento”, diz o comunicado.

De acordo com o portal, José mora no apartamento com a esposa e a filha, além de outras duas pessoas que também alugam quartos no local. Ele afirmou ter encontrado o passaporte ao manusear livros em uma sala compartilhada.
— Quando vi de quem era o documento, fiquei em choque. Pela foto, eu já sabia quem era a dona. Era um caso de grande repercussão no Brasil e no mundo — relatou.
O passaporte tem registro de entrada em Portugal em 2007, mas não há anotação de saída do país. Três anos depois, já no Brasil, Eliza Samudio foi assassinada, conforme decisão da Justiça. Não se sabe de que forma ela retornou ao país, mas uma das hipóteses é que tenha perdido o documento e solicitado uma autorização de viagem.
O achado ocorre 15 anos após o crime que levou à condenação do ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado a mais de 20 anos de prisão. As investigações apontaram que Eliza ficou em cárcere privado em um sítio do ex-jogador do Flamengo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, antes de ser assassinada. O corpo da vítima nunca foi localizado.
Bruno foi condenado por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. Ele passou ao regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.