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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
mercado imobiliário

Imóveis sobem acima da inflação no Brasil em 2025, mas Goiânia tem uma das menores valorizações

Preços residenciais tiveram alta de 6,52% no país em 2025, superando a inflação e marcando a segunda maior valorização dos últimos 11 anos

Micael Silvapor Micael Silva em 6 de janeiro de 2026
Imóveis
Foto: Divulgação

Os imóveis residenciais ficaram mais caros no Brasil em 2025, com alta acumulada de 6,52% nos preços de venda, superando a inflação ao consumidor e registrando a segunda maior valorização anual dos últimos 11 anos, segundo o Índice FipeZap de Venda Residencial. Apesar do desempenho nacional expressivo, Goiânia aparece entre as capitais com menor crescimento, com valorização de apenas 2,55% no período.

O índice, calculado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX, ficou atrás apenas de 2024, quando a alta foi de 7,73%. O levantamento acompanha anúncios de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras e indica que, para investidores, houve ganho real ao longo do ano.

A inflação oficial medida pelo IPCA, referência do Banco Central, acumulou 4,18% em 2025, considerando o IPCA-15 de dezembro. Já o IGP-M, amplamente utilizado para reajustes de aluguéis, encerrou o ano com deflação de 1,05%.

Ritmo desacelera no fim do ano

Apesar do resultado positivo no acumulado de 2025, o mercado imobiliário perdeu fôlego no último mês do ano. Em dezembro, os preços subiram 0,28%, abaixo do registrado em novembro (0,58%) e também inferior à variação de dezembro de 2024 (0,66%). Ainda assim, a alta mensal superou levemente o IPCA-15, que avançou 0,25% no período.

Imóveis
Foto: Fernando Gutierrez-Juarez/picture alliance via Getty Images

Mesmo com a desaceleração, a valorização foi generalizada: todas as 56 cidades monitoradas apresentaram aumento nos preços ao longo do ano. Entre as capitais, os maiores avanços se concentraram principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste.

Nordeste lidera altas; Goiânia fica na base do ranking

A capital com maior valorização em 2025 foi Salvador, com alta de 16,25%, seguida por João Pessoa (15,15%) e Vitória (15,13%). Também tiveram destaque São Luís (13,91%), Fortaleza (12,61%) e Belo Horizonte (12,03%).

Na outra ponta do ranking aparecem Aracaju (2,23%) e Goiânia (2,55%), com as menores variações de preço entre as capitais, indicando um mercado mais estável na capital goiana em comparação ao restante do país.

Imóveis menores puxam a valorização

O levantamento também aponta diferenças conforme o tamanho dos imóveis. As unidades de um dormitório foram as que mais se valorizaram em 2025, com alta de 8,05%, acima da média nacional. Já os imóveis com quatro ou mais dormitórios tiveram o menor avanço, de 5,34%.

Em dezembro, o preço médio nacional do metro quadrado chegou a R$ 9.611. Os valores mais elevados foram registrados em cidades de Santa Catarina, como Balneário Camboriú (R$ 14.906/m²) e Itapema (R$ 14.843/m²). Entre as capitais, Vitória liderou o ranking, com R$ 14.108 por metro quadrado, seguida por Florianópolis (R$ 12.773/m²) e São Paulo (R$ 11.900/m²).

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