All Her Fault: o final explicado e os segredos por trás do sequestro
Série do Prime Video transforma um erro do passado em uma cadeia de crimes, mentiras e mortes
A minissérie All Her Fault parte de uma situação banal para construir um suspense psicológico denso: um encontro de brincadeiras que termina no desaparecimento de uma criança. Ao longo de oito episódios, a produção revela que nada ali é fruto do acaso e que a culpa se espalha por todos os lados.
A trama começa quando Milo, filho de Marissa e Peter Irvine, some após ser deixado em uma casa errada. A principal suspeita surge rapidamente: Carrie Finch, nome falso usado por Josephine Murphy. Aos poucos, a série desmonta a ideia de um sequestro aleatório e revela o núcleo real do conflito.

All Her Fault e o erro que deu início a tudo
O ponto de virada da história está em um acidente ocorrido anos antes. Josephine e Marissa deram à luz no mesmo dia. Após um grave acidente de carro, o bebê de Marissa morreu, e Peter, único consciente, trocou as crianças, criando Milo como seu filho biológico. A decisão é o que move toda a tragédia.
Josephine descobre a verdade anos depois ao perceber uma ligação incomum com Milo, marcada pela sinestesia, condição hereditária que denuncia a origem biológica do menino. A partir daí, a obsessão se transforma em plano.

O sequestro e a escalada da violência
Com a ajuda do namorado Kyle e do pai, Rob, Josephine sequestra Milo para reconstruir a família que acredita ter perdido. O plano, no entanto, implode. Kyle é morto pelo sogro, Rob acaba assassinado por Peter durante a entrega do resgate, e o cerco policial se fecha.
Quando Josephine finalmente reencontra Marissa, a tentativa de explicação termina em mais uma morte. Mesmo desarmada, ela é executada por Peter, selando sua própria condenação moral.
O último movimento da série é cruel. Ao descobrir todas as mentiras do marido, a troca dos bebês, os assassinatos, a manipulação constante, Marissa decide agir. Ela provoca a morte de Peter explorando sua alergia grave, sem deixar provas diretas. O investigador responsável percebe o que aconteceu, mas opta por encerrar o caso.
No desfecho, All Her Fault abandona a ideia de justiça tradicional. O que resta é um retrato incômodo sobre maternidade, culpa e escolhas irreversíveis. Não há inocentes absolutos. Apenas sobreviventes de uma verdade escondida por tempo demais.

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