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sábado, 10 de janeiro de 2026
Ações de fiscalização

Amazônia e Cerrado tem queda no desmatamento

Alertas do Deter indicam queda pelo segundo ano seguido nos dois maiores biomas do país, apesar de ainda haver concentração regional da devastação

Marina Moreirapor Marina Moreira em 10 de janeiro de 2026
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Vista do cerrado próximo à comunidade São Pedro, nos Gerais de Balsas, no Maranhão, na região do Matopiba - Créditos: Fernando Frazão/ABr

O Brasil encerrou 2025 com redução nos alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os números são do sistema Deter, utilizado como instrumento de monitoramento contínuo para orientar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de outros órgãos.

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Fonte: MCTI

Na Amazônia, a área sob alerta somou 3.817 km² no ano passado, uma queda de 8,7% em relação a 2024 e o menor índice registrado em oito anos. No Cerrado, foram 5.369 km², o que representa uma retração de 9% na comparação anual e o patamar mais baixo desde 2021.

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O Brasil encerrou 2025 com redução nos alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado – Créditos: TV Brasil

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Degradação ainda permanece no Cerrado e na Amazônia

Apesar do recuo, o impacto permanece expressivo. Juntos, os dois biomas perderam 9.186km² de cobertura vegetal em 2025, área equivalente a cerca de seis vezes o território da cidade de São Paulo.

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Créditos: Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo

Este foi o segundo ano consecutivo de queda simultânea, após um ciclo de alta que atingiu níveis superiores a 10 mil km² em 2022. Em 2023, os alertas na Amazônia haviam sido reduzidos pela metade, enquanto em 2024 a retração foi de 19%, o que sinaliza desaceleração no ritmo de diminuição.

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Créditos: Polícia Federal/Divulgação

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMAMC) associa parte dessa desaceleração observada ao longo de 2024 à seca extrema e ao avanço de incêndios florestais, que elevaram os indicadores de degradação. Ainda assim, a pasta sustenta que a trajetória segue descendente.

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Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva – Créditos: Marcelo Camargo/ABr

“A partir de agosto de 2025, início de um novo ciclo de monitoramento, os alertas do Deter ficaram abaixo dos registrados no mesmo período do ano anterior, indicando a continuidade da redução”, informou o ministério, ao destacar a atuação conjunta de diferentes áreas do governo no combate ao desmate e ao fogo.

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