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domingo, 11 de janeiro de 2026
CARACAS

Empresário goiano atuou como mediador entre EUA e Venezuela, afirma jornal

Washington Post relata que Joesley Batista participou de tentativas diplomáticas para afastar Maduro antes da ação militar americana

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 11 de janeiro de 2026
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Foto: Marcelo Camargo/ABr

O empresário goiano Joesley Batista, controlador da multinacional de carnes JBS, participou de articulações informais conduzidas pelos Estados Unidos na tentativa de viabilizar uma saída negociada de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela. A atuação foi revelada pelo Washington Post, que detalha os bastidores diplomáticos que antecederam a intervenção militar norte-americana no país.

Segundo a publicação, o governo do presidente Donald Trump buscou, sem sucesso, uma solução política antes de recorrer ao uso da força. Com o esgotamento dos canais diplomáticos tradicionais, Washington passou a admitir a atuação de intermediários não oficiais. Nesse contexto, Batista foi acionado como emissário informal para apresentar propostas diretamente ao entorno do governo venezuelano.

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

Venezuelano recusa oferta levado pelo goiano

De acordo com o jornal, o empresário esteve em Caracas no fim de novembro levando uma oferta que previa a renúncia de Maduro e a possibilidade de exílio, com a Turquia entre os destinos considerados. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelo presidente venezuelano antes que qualquer acordo pudesse avançar.

As conversas incluíam contrapartidas estratégicas de interesse dos Estados Unidos, como acesso a minerais críticos e ao petróleo da Venezuela, além do afastamento político de Cuba, aliada histórica do chavismo. As condições teriam sido alinhadas previamente com a Casa Branca, que acompanhava os desdobramentos das negociações.

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Foto: Divulgação/ Casa Branca

Com a recusa das propostas por Maduro e por sua esposa, Trump avaliou que as alternativas diplomáticas estavam esgotadas. A conclusão abriu caminho para a ação militar que resultou na captura do líder venezuelano, conforme descreve o Washington Post.

A reportagem também aponta que Batista, que mantém interesses comerciais tanto nos Estados Unidos quanto na Venezuela, já havia exercido papel semelhante em episódios anteriores, atuando como interlocutor em negociações envolvendo tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros.

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