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domingo, 11 de janeiro de 2026
PAI DAS "HELENAS"

Regina Duarte lamenta morte de Manoel Carlos: “Ousado, irreverente e poeta”

Regina Duarte e outras atrizes que interpretaram as “Helenas” prestaram homenagens nas redes sociais

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 11 de janeiro de 2026
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Foto: Reprodução/ Globoplay

A atriz Regina Duarte lamentou publicamente a morte do autor Manoel Carlos (Maneco), ocorrida no sábado (10), no Rio de Janeiro. O dramaturgo, que tratava a Doença de Parkinson, tinha 92 anos. A causa da morte não foi divulgada.

Em publicação nas redes sociais, Regina Duarte exaltou a trajetória do autor e a importância de sua obra para a teledramaturgia brasileira. “Maneco foi o pai das Helenas, das antagonistas perfeitas e filhas marcantes. Registrou em nós, amantes da teledramaturgia, um amor inexplicável pela realidade de tantas histórias. As Helenas são espetaculares e chamar a atenção da censura com uma simples frase —‘Dói, mas só até sangrar’— mostra que a genialidade do Maneco atravessava fronteiras. Ousado, irreverente, poeta, cronista, o deus da palavra que salta na língua, o homem que nos apresentou a maravilha do bairro Leblon. O grande Manoel Carlos. Vamos sentir sua falta e amar para sempre o teu legado”, escreveu.

Assim como Regina Duarte, “Helenas” se despedem de Maneco

Regina Duarte foi uma das atrizes que deram vida às Helenas, personagens recorrentes e emblemáticas das novelas de Manoel Carlos. Ela interpretou a protagonista em três produções: “História de Amor” (1995), “Por Amor” (1997) e “Páginas da Vida” (2006).

Outras intérpretes da personagem também se manifestaram assim como Regina Duarte. Taís Araújo, que protagonizou “Viver a Vida” (2009), agradeceu ao autor pela confiança e afirmou que “seu legado na teledramaturgia jamais será esquecido”. Maitê Proença, Helena de “Felicidade” (1991), descreveu o sentimento como de “tristeza imensa”.

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Taís Araújo em “Viver a Vida” (Foto: Reprodução/ Globoplay)

Com trajetória  de sucesso Maneco morre aos 92 anos

A morte de Manoel Carlos foi confirmada pela família. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson, que no último ano comprometeu o desenvolvimento motor e cognitivo.

Conhecido como Maneco, o autor iniciou sua trajetória na TV Globo em 1972, como diretor-geral do programa “Fantástico”. Antes disso, passou por diferentes emissoras, atuando como autor, produtor e ator. A carreira artística começou ainda na adolescência, aos 17 anos, nos palcos. Ao longo dos anos, também atuou como escritor e diretor.

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Foto: Reprodução/ @produtoraboapalavra

Suas novelas ficaram marcadas pelo Rio de Janeiro como cenário recorrente e pela centralidade dos conflitos familiares. As “Helenas”, presentes em obras de “Baila Comigo” (1981) a “Em Família” (2014), tornaram-se um dos principais traços de sua dramaturgia, retratando mães cujo amor pelos filhos superava adversidades.

Manoel Carlos estava aposentado desde 2014 e vivia recluso com a família. Ele deixa duas filhas, a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas obras. O autor também teve outros três filhos, que morreram: o dramaturgo e ator Ricardo de Almeida, em 1988; o diretor Manoel Carlos Júnior, em 2012; e o estudante de teatro Pedro Almeida, em 2014, aos 22 anos.

O velório será fechado, restrito a familiares e amigos íntimos. Em nota, a família afirmou: “A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”.

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