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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
AMEAÇA

Trump afirma que os EUA terão Groenlândia “de um jeito ou de outro”

Líder norte-americano afirma que o país “tomará” a Groenlândia e zomba da defesa da ilha

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 12 de janeiro de 2026
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Foto: Divulgação/ Casa Branca

Ao afirmar que os Estados Unidos terão a Groenlândia “de um jeito ou de outro”, o presidente norte-americano Donald Trump elevou no domingo (11) o tom de uma ameaça que já provoca reações diplomáticas na Europa. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One, durante o retorno da Flórida para Washington.

Trump disse que preferiria um acordo, por considerá-lo mais simples, mas deixou claro que a posse da Groenlândia é vista como inevitável por seu governo. Segundo o presidente, caso os EUA não assumam o controle da ilha, o espaço poderia ser ocupado pela Rússia ou China. Ele afirmou que não permitirá esse cenário e voltou a criticar a atuação dinamarquesa na proteção do território. Durante a conversa com repórteres, ironizou a defesa da ilha ao compará-la a “dois trenós puxados por cães”.

Europa sente “desconforto” com declarações de Trump

As declarações aumentaram o desconforto entre aliados europeus. Segundo a agência Bloomberg, Reino Unido e Alemanha lideram discussões para ampliar a presença militar europeia na Groenlândia como resposta às ameaças de anexação feitas por Trump. A proposta busca sinalizar que a Europa trata a segurança do Ártico como uma questão estratégica. Fontes ouvidas pela agência afirmam que os alemães pretendem apresentar a criação de uma missão conjunta da Otan para proteger a região.

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Foto: Divulgação/ Casa Branca

Nesta segunda-feira (12), um porta-voz do governo da Alemanha confirmou que a aliança militar discute o reforço da segurança no Ártico diante da investida norte-americana. Paralelamente, países europeus avaliam planos de contingência para o caso de uma ação militar dos Estados Unidos, embora ainda não haja definição sobre todos os participantes.

Ainda na segunda, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, pediu para que os EUA parem de usar outros países como desculpa para perseguir seus próprios interesses. Mao, afirmou que o Ártico envolve interesses da comunidade internacional, defendendo o respeito ao direito de todos os países de realizar atividades legítimas na região.

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