Master: Haddad defende atuação do Banco Central e afirma que podemos estar diante da ‘maior fraude bancária’ do país
Ministro afirma que tem entrado em contato diariamente com o presidente do Banco Central
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a atuação do Banco Central (BC) na liquidação do banco Master, que o mesmo classificou como a “maior fraude bancária” do país.
A liquidação ocorreu após investigadores descobrirem negócios de venda de carteiras de crédito com suspeitas de fraudes do Master para o Banco de Brasília (BRB) num valor de R$ 12,2 bilhões.

“Tenho falado com o presidente do BC quase que diariamente, dando todo respaldo institucional da Fazenda. Penso que temos feito um trabalho conjunto muito importante, porque envolve a Fazenda também, o caso Reag [fundos envolvidos com a operação Carbono Oculto]. Tem uma conexão que está sendo apurada entre os dois casos”, disse o ministro a jornalistas.

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Conciliação entre Banco Central e TCU
Haddad informou que tem conversado, também, com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo.
Vital do Rêgo se reuniu com o presidente do Banco Central nesta segunda (12) para “encontrar uma forma de conciliar o poder de fiscalização do TCU com a autonomia do BC”, que questionava a possibilidade de inspeção técnica em suas dependências.

A reunião foi marcada depois de entendimentos diferentes entre as duas instituições. Após o encontro, o presidente do TCU afirmou que o BC concordou com uma inspeção sobre o Banco Master.