Polícia Civil desarticula garimpo ilegal e prende quatro suspeitos no Faina
Grupo é investigado por associação criminosa, crimes ambientais e extração irregular de ouro na zona rural de Faina
A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante, na última quarta-feira (7), quatro homens suspeitos de integrar uma associação criminosa dedicada à garimpo ilegal e extração ilegal de ouro na zona rural do município de Faina, no Vale do Araguaia. Além da atividade clandestina de mineração, os investigados também responderão por crimes ambientais, incluindo desmatamento e poluição, em razão dos danos causados ao meio ambiente.
A ação teve início após denúncias anônimas indicarem a existência de um garimpo clandestino em funcionamento na região. Diante das informações, equipes da Delegacia de Polícia de Faina, ligada à 4ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), se deslocaram até uma fazenda com apoio da Polícia Militar Ambiental, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Consórcio Público Intermunicipal Serra Dourada (Consed/GO).
Garimpo clandestino operava em plena atividade

No local, os policiais flagraram trabalhadores em plena atividade de extração do minério, o que confirmou a prática criminosa. Apesar da ação rápida, dois suspeitos conseguiram fugir antes da abordagem. Durante as buscas, as equipes localizaram diversos equipamentos utilizados na mineração ilegal, como retroescavadeira, motores de sucção, esteiras e bateias.
Além disso, foram apreendidos celulares, uma pequena quantidade de ouro e mercúrio, substância altamente tóxica e de uso proibido nesse tipo de atividade. O cenário encontrado evidenciou não apenas a exploração irregular do minério, mas também o impacto direto e severo causado à área ambientalmente degradada.
Diante do flagrante, a Polícia Civil deu voz de prisão a quatro homens apontados como responsáveis pelo gerenciamento e pela execução da extração ilegal no garimpo. Eles foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, conduzidos ao presídio local, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.
Paralelamente, a autoridade policial requisitou uma perícia ambiental para dimensionar os danos causados ao local. As investigações seguem em andamento, uma vez que há indícios da participação de outros envolvidos, possivelmente ligados à lavagem do dinheiro obtido com a comercialização ilegal do ouro.