Cuidado com o que você fala: expressões do dia a dia que podem ser gordofóbicas sem perceber
Comentários comuns do dia a dia podem reforçar preconceitos, mesmo quando não há intenção de ofender.
Você pode não perceber, e até mesmo não saber, mas várias coisas que falamos podem refletir emgordofobia, ou seja, discriminar pessoas com corpos maiores.
Talvez você esteja até pensando: “ah, mas eu não chamo ninguém de gordo”. E nem precisa. Essa forma de preconceito muitas vezes está tão enraizada na cultura que passa despercebida — e não deve!
Especialistas e movimentos que estudam “fatphobia” (gordofobia) alertam que certos comentários, apesar de parecerem neutros ou até de “cuidado”, acabam transformando o corpo das pessoas em assunto público e em alvo de julgamentos, sendo gordofóbicas. A linguagem usada influencia como percebemos os outros e como estes se sentem em relação ao próprio corpo.
Frases que você diz e que são gordofóbicas
Alguns exemplos de comentários que podem ser considerados gordofóbicos, mesmo ditos sem intenção maldosa, incluem:
“Você engordou novamente?” — Parece observar mudanças, mas impõe uma avaliação externa e sugere que ganhar peso é um problema a ser corrigido.
“Que apetite! Deixe um pouco para os outros.” — Apesar de parecer brincadeira, transforma o ato de comer em falha moral para algumas pessoas.
“Você seria mais bonito(a) se emagrecesse.” — Mesmo disfarçado de elogio, este tipo de frase associa beleza a um padrão corporal restrito.
Esses comentários (entenda por falas gordofóbicas) podem parecer inofensivos, mas são falas gordofóbicas, já que reforçam estigmas em torno do corpo e da aparência física. A ideia de que o valor ou a saúde de uma pessoa está diretamente ligado ao seu tamanho corporal não só é simplista, como também contribui para a normalização de julgamentos que impactam autoestima e bem-estar.
Por que é importante evitar esses comentários
A gordofobia não é apenas uma questão de opinião ou frase infeliz — ela pode influenciar negativamente a saúde mental, a autoestima e as relações sociais das pessoas afetadas. Comentários repetidos e microagressões podem gerar ansiedade, isolamento e sensação constante de julgamento.
Escolher palavras que valorizem a diversidade corporal e respeitem as experiências de cada pessoa é um passo importante para criar um ambiente mais justo e inclusivo.
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