Conselheiros aprovam impeachment e afastam Júlio Casares da presidência do São Paulo
Conselho Deliberativo vota pelo afastamento do dirigente, mas decisão final ainda depende de assembleia geral dos sócios
O presidente do São Paulo Futebol Clube, Júlio Casares, foi afastado do cargo na noite desta sexta-feira (16), após o Conselho Deliberativo aprovar o processo de impeachment em reunião realizada no Morumbis. Apesar da decisão, o dirigente ainda não foi destituído de forma definitiva, já que o estatuto do clube prevê uma etapa final de ratificação.
A confirmação do impeachment depende agora de uma assembleia geral dos sócios, que deverá ser convocada pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, em até 30 dias. Para que o afastamento se torne definitivo, será necessária a aprovação por maioria simples. Até lá, Casares permanece afastado de todas as funções administrativas.
Durante esse período, o vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos, assume o comando do clube de maneira interina. Caso os sócios confirmem o impeachment, o vice ficará à frente do São Paulo até a próxima eleição, prevista para o fim deste ano. Se a decisão for rejeitada, Casares reassume a presidência e conclui o mandato.
Votação expressiva a favor do impeachment e bastidores conturbados no Morumbis
A votação no Conselho foi expressiva: 188 dos 235 conselheiros presentes optaram pelo afastamento. O processo é baseado em acusações de má gestão orçamentária, venda de atletas por valores abaixo do mercado e uso irregular de camarote no estádio do Morumbis.
Além das denúncias administrativas, a gestão de Casares enfrenta investigações envolvendo movimentações financeiras e outros episódios que ganharam repercussão desde o fim de 2025. O acúmulo de crises nos bastidores do clube contribuiu para o desgaste político que culminou no afastamento do presidente.

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