Senegal supera abandono de campo e erro de Brahim Díaz para ser bicampeão da África
A imprensa espanhola classificou o resultado como “Senegalazo”, destacando a falha de Brahim Díaz e a vitória de Senegal
A final da Copa Africana de Nações 2025/2026, disputada neste domingo (18) em Rabat, entrou para a história como uma das mais caóticas de todos os tempos. Senegal sagrou-se bicampeão ao vencer o anfitrião Marrocos por 1 a 0, mas o futebol quase ficou em segundo plano diante de uma confusão generalizada que paralisou o Estádio Prince Moulay Abdellah.
O estopim ocorreu nos acréscimos do segundo tempo. Revoltados após terem um gol anulado minutos antes, os senegaleses viram o árbitro Jean-Jacques Ndala assinalar um pênalti polêmico para o Marrocos após consulta ao VAR, alegando falta de Malick Diouf em Brahim Díaz. Em protesto, o técnico Pape Thiaw ordenou que seus jogadores abandonassem o gramado. A partida ficou interrompida por longos minutos até que o capitão Sadio Mané convencesse os companheiros a retornar.
Na cobrança, o astro do Real Madrid, Brahim Díaz, tentou uma “cavadinha” ousada para decidir o título, mas a bola foi fraca e caiu nas mãos do goleiro Edouard Mendy. O erro monumental silenciou os marroquinos e deu vida nova aos “Leões de Teranga”.
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Ameaça de punição para Senegal
Com o empate persistente no tempo normal, a decisão foi para a prorrogação. Logo aos três minutos do tempo extra, o volante Pape Gueye (Villarreal) acertou um chute potente de fora da área, no ângulo de Bono, marcando o golaço que garantiu o segundo título continental de Senegal (repetindo o feito de 2021).
A imprensa espanhola classificou o resultado como “Senegalazo”, destacando a falha de Brahim Díaz. Apesar da festa, o Senegal pode sofrer duras sanções da FIFA e da CAF devido ao abandono temporário do campo. Rumores indicam que as punições podem incluir multas pesadas e até suspensões de atletas para a Copa do Mundo de 2026, que começa em junho.