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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
LONGEVIDADE

Chocolate, vinho e cigarro: os hábitos da mulher mais velha do mundo

Hábitos pouco convencionais acompanharam a trajetória da mulher mais velha do mundo por mais de 122 anos

Luana Avelarpor Luana Avelar em 21 de janeiro de 2026
mulher mais velha do mundo
Foto: Reprodução

Reconhecida como a mulher mais velha do mundo, a francesa Jeanne Louise Calment viveu 122 anos e 164 dias, um recorde absoluto de longevidade humana já validado por documentação histórica. Nascida em 1875, na cidade de Arles, no sul da França, ela morreu em 1997 após atravessar dois séculos de transformações sociais, tecnológicas e culturais.

O título de mulher mais velha do mundo foi confirmado pelo Guinness World Records após a análise de certidões de nascimento, registros religiosos e dados censitários que comprovam sua existência contínua do século XIX ao fim do século XX. Trata-se do caso mais bem documentado de longevidade extrema já registrado.

Ao longo da vida, Jeanne Calment presenciou eventos marcantes da história moderna, como a invenção do telefone, a consolidação do automóvel, as duas guerras mundiais e o surgimento da internet. Essa travessia histórica tornou sua biografia ainda mais singular aos olhos de pesquisadores e historiadores.

Mulher mais velha do mundo e hábitos fora do padrão

Além do tempo vivido, os costumes de Jeanne Calment chamaram atenção por destoarem das recomendações clássicas de saúde. Relatos históricos apontam que ela consumia chocolate com frequência, apreciava diariamente um copo de vinho do Porto e manteve o hábito de fumar por grande parte da vida, abandonando o cigarro apenas em idade muito avançada.

Esses comportamentos, geralmente associados a riscos à saúde, levantaram debates sobre os fatores que contribuíram para que a mulher mais velha do mundo alcançasse uma idade tão avançada. Especialistas, no entanto, alertam que não há relação direta entre esses hábitos isolados e a longevidade extrema.

Pesquisadores reforçam que casos como o de Jeanne Calment envolvem uma combinação complexa de fatores, entre eles genética favorável, ambiente, acesso a cuidados básicos e características individuais ainda pouco compreendidas pela ciência. A simples reprodução de costumes semelhantes não garante resultados parecidos.

A história da mulher mais velha do mundo segue sendo referência nos estudos sobre envelhecimento humano. Mais do que curiosidade, sua trajetória contribui para ampliar o debate sobre os limites da vida e reforça que a longevidade não segue uma fórmula única — ela é resultado de múltiplas variáveis que a ciência ainda busca compreender.

mulher mais velha do mundo
Foto: Reprodução

Leia também: https://ohoje.com/2026/01/20/atividade-fisica-risco-de-morte/

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