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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
tratamento específicos

Problemas no couro cabeludo vão além da caspa comum

Descamação e vermelhidão podem indicar dermatite seborreica ou psoríase, que exigem diagnóstico e tratamento específicos

Luana Avelarpor Luana Avelar em 21 de janeiro de 2026
couro cabeludo
Foto: iStock

Coceira frequente, placas de descamação e áreas avermelhadas no couro cabeludo são sinais que costumam ser tratados como um incômodo estético simples. A troca de xampu, muitas vezes, aparece como solução imediata. Especialistas alertam, porém, que esses sintomas podem indicar doenças diferentes, com causas e tratamentos específicos, que afetam diretamente a saúde do couro cabeludo.

Entre os diagnósticos mais comuns estão a caspa, a dermatite seborreica e a psoríase. Apesar de apresentarem manifestações semelhantes, cada uma dessas condições tem origem distinta e exige abordagens adequadas para evitar agravamentos.

Caspa é o quadro mais leve

A caspa, chamada clinicamente de pityriasis capitis, é considerada a alteração menos grave do couro cabeludo. Ela se caracteriza por descamação branca e seca, geralmente sem inflamação intensa ou lesões aparentes. Estresse, mudanças de temperatura, alterações hormonais e o uso inadequado de produtos capilares estão entre os fatores associados ao problema. Embora cause desconforto e impacto visual, a caspa tende a ser controlada com cuidados simples quando identificada corretamente.

Dermatite seborreica envolve inflamação

A dermatite seborreica apresenta um quadro inflamatório mais evidente no couro cabeludo. A condição está ligada à produção excessiva de oleosidade e à ação do fungo Malassezia, que faz parte da flora natural da pele. Além da descamação, surgem coceira persistente, vermelhidão e placas amareladas com aspecto oleoso. Em muitos casos, as lesões extrapolam o couro cabeludo e atingem regiões como sobrancelhas, cantos do nariz e atrás das orelhas.

Psoríase tem origem autoimune

Já a psoríase no couro cabeludo é uma doença crônica de origem autoimune. O sistema imunológico acelera a renovação das células da pele, levando à formação de placas espessas, avermelhadas e com descamação branca ou prateada. As lesões costumam ter bordas bem definidas e podem ultrapassar a linha do cabelo, alcançando testa e nuca, o que ajuda a diferenciá-las de outras condições.

Segundo o médico Carlos Filho, integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Capilar (SBRCC), a semelhança entre os sintomas faz com que muitos pacientes convivam por anos sem tratamento adequado. “Muitos pacientes convivem com esses sintomas por longos períodos sem um diagnóstico preciso. Identificar o problema corretamente é o primeiro passo para controlar a inflamação e evitar prejuízos à saúde capilar”, afirma.

A SBRCC orienta que sintomas persistentes no couro cabeludo devem ser avaliados por um especialista. O tratamento pode envolver xampus específicos, antifúngicos, medicamentos tópicos, terapias com luz e mudanças na rotina de cuidados. A atenção a fatores como estresse, alimentação e clima também contribui para reduzir crises.

Ao reforçar a importância da avaliação médica, a entidade destaca que o couro cabeludo é a base da saúde dos fios. Cuidar dessa região de forma adequada é essencial para prevenir complicações e garantir melhores resultados em qualquer tratamento capilar.

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