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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Senado Federal

Gleisi Hoffmann entra na corrida pelo Senado

Ministra deixa articulação do governo Lula até abril e reforça estratégia do PT para a eleição de 2026 no Paraná

Paula Costapor Paula Costa em 22 de janeiro de 2026
Senado Federal
Gleisi Hoffmann (PT-PR) confirmou que deixará o ministério para disputar o Senado pelo Paraná em 2026. Crédito: Reprodução/Rede Social.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), confirmou nesta quarta-feira (21), que deixará a articulação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar uma vaga no Senado Federal pelo Paraná nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada em reunião no Palácio do Planalto, com a presença do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, e do diretor-geral da Itaipu Binacional, Ênio Verri. Gleisi permanecerá no cargo até abril, prazo legal de desincompatibilização.

Responsável pela condução do diálogo do Planalto com o Congresso, Gleisi já exerceu mandato de senadora entre 2011 e 2019 e está licenciada do segundo mandato como deputada federal pela Câmara dos Deputados. Além dela, o PT decidiu lançar também Ênio Verri ao Senado; o dirigente, antes cotado como principal nome da legenda, deve buscar a reeleição para a Câmara.

A confirmação pública ocorreu em publicação nas redes sociais, com imagem ao lado de Lula, Edinho e Verri. Segundo interlocutores da ministra, a estratégia é cumprir o calendário eleitoral sem antecipar a saída da pasta, preservando a governabilidade até o início oficial da campanha.

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Levantamentos recentes indicam cenário competitivo no Paraná. Gleisi aparece atrás do governador Ratinho Jr. (PSD) e em empate técnico com a apresentadora Cristina Graeml (União), o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) e o deputado Filipe Barros (PL).

Inicialmente, aliados defendiam que a ministra concorresse novamente à Câmara, avaliação baseada no perfil mais conservador do eleitorado paranaense. O presidente, porém, manifestou entusiasmo com a disputa ao Senado, alinhando a escolha à estratégia do Planalto de fortalecer palanques estaduais e reduzir o risco de avanço conservador na Casa, que terá duas vagas em disputa por estado.

Nos bastidores, a sucessão na Secretaria de Relações Institucionais ainda não está definida. Circula o nome do secretário-executivo Marcelo Costa, mas dirigentes petistas resistem, argumentando que o posto exige um perfil eminentemente político.

A saída de Gleisi integra um movimento mais amplo no governo. Ao menos metade dos 38 ministros deverá deixar o cargo até o fim de março para concorrer em 2026. Entre os auxiliares do Planalto, a expectativa é que apenas Guilherme Boulos, à frente da Secretaria-Geral da Presidência, permaneça no governo durante o período eleitoral.

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