Morte de cão comunitário após agressão brutal gera comoção e protesto
Moradores se reuniram em ato público para cobrar justiça neste sábado
A morte do cão comunitário conhecido como Orelha, que vivia há aproximadamente dez anos na Praia Brava, em Florianópolis, provocou comoção entre moradores e resultou em um protesto realizado neste sábado (17). O animal foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata no início do ano e não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, pelo menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento na agressão foram identificados e localizados. A investigação avançou a partir da análise de imagens de câmeras de segurança e de depoimentos prestados por moradores da região.
Orelha foi encontrado com múltiplas lesões e levado para atendimento veterinário por pessoas que vivem ou frequentam a Praia Brava. No entanto, devido à gravidade do quadro clínico, o cão passou por eutanásia.

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Investigação sobre cão comunitário segue em andamento
O caso é apurado pela Delegacia de Proteção Animal. Um boletim de ocorrência foi registrado, e as oitivas dos envolvidos estão em andamento. Segundo a delegada responsável, Mardjoli Valcareggi, não há indícios de envolvimento de policiais civis no episódio.
A delegada informou que a identificação dos suspeitos já foi concluída. Agora, a polícia trabalha na coleta de depoimentos para finalizar o procedimento investigativo. Ela destacou que investigações envolvendo crimes contra animais apresentam dificuldades específicas, principalmente pela ausência de relatos diretos da vítima.
Dados da Polícia Civil apontam que Santa Catarina registrou 5.605 ocorrências de agressões a animais ao longo do ano passado. Conforme a corporação, a colaboração da população é fundamental para o avanço das apurações. Informações sobre o caso podem ser encaminhadas à delegacia por meio de canal oficial.

Mobilização da comunidade
No sábado, moradores da Praia Brava realizaram uma mobilização pública em memória de Orelha, o cão comunitário, e para pedir responsabilização dos envolvidos. O cão era considerado um mascote da região e dividia espaço com outros dois animais comunitários, que contam com abrigos instalados na praia.
Moradores relataram que o animal era alimentado diariamente por pessoas da comunidade e fazia parte da rotina local. O espaço onde ficava a casinha de Orelha agora permanece vazio, o que tem gerado sentimento de tristeza entre frequentadores da praia.
Além disso, o cão comunitário convivia com outros cães da região e acompanhava moradores durante passeios. Segundo relatos, sua presença era conhecida tanto por residentes quanto por visitantes frequentes da Praia Brava.
Por fim, o caso sobre o cão comunitário segue sob investigação, enquanto a mobilização da comunidade mantém o tema em evidência e reforça o debate sobre a proteção de animais comunitários em espaços públicos.