Cão sofre picada de serpente em trilha e é carregado por tutores até resgate; veja
Animal perdeu os movimentos após o incidente e recebeu atendimento veterinário de emergência
Um cão da raça border collie foi resgatado às pressas após sofrer uma picada de cobra durante uma trilha em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O animal, chamado Ragnar, pesa cerca de 25 quilos e acompanhava os tutores em um passeio familiar quando o incidente ocorreu.
A tutora, Priscila, realizava a trilha ao lado do companheiro, do cão Ragnar e de outro animal da família, Aska. A atividade transcorria dentro da normalidade. Os cães estavam soltos, prática comum em trilhas frequentadas pela família. No entanto, durante o retorno, Ragnar apresentou um inchaço repentino em uma das patas.
A princípio, os tutores não conseguiram identificar a causa do ferimento. Inicialmente, a suspeita foi de picada de inseto, já que o inchaço surgiu de forma localizada. Contudo, ao observar com mais atenção, Priscila identificou dois pequenos orifícios na pata do animal, compatíveis com mordida de serpente. A partir disso, surgiu a suspeita de picada de jararaca ou surucucu.

Diante da situação, os tutores iniciaram uma corrida contra o tempo. Como o local apresentava terreno íngreme, lama e ausência de sinal de telefonia, parte do grupo desceu a trilha em busca de ajuda. Enquanto isso, os tutores permaneceram no local carregando o cão nos braços. Em cerca de 15 minutos após a picada, Ragnar perdeu os movimentos, o que aumentou a urgência do resgate.

Entre o momento da picada e o atendimento veterinário, transcorreram aproximadamente 50 minutos. O cão foi levado à Clínica Veterinária Pet Zen, onde recebeu atendimento imediato. Segundo os tutores, Ragnar foi internado e recebeu duas doses de soro antiofídico. O animal permaneceu sob observação por alguns dias.
Após a internação, o border collie recebeu alta e retornou para casa. Ainda assim, segue em repouso e sob acompanhamento veterinário. De acordo com a profissional responsável pelo atendimento, a pata afetada deve permanecer inchada por alguns dias. No entanto, a coloração do membro é considerada adequada, o que indica resposta positiva ao tratamento. Exames complementares foram solicitados para avaliar a função renal, órgão que pode ser afetado em casos de envenenamento por serpentes.
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O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a publicação de vídeos relatando o ocorrido. O conteúdo ultrapassou 1,5 milhão de visualizações e gerou milhares de comentários de usuários relatando experiências semelhantes e orientações preventivas.

Orientações veterinárias em caso de picada
O Instituto Butantan orienta que, em casos de acidentes com animais peçonhentos, o tutor deve procurar atendimento veterinário imediato. Além disso, recomenda evitar qualquer tipo de tratamento caseiro. A limpeza do local da picada deve ser feita apenas com água e sabão.

Ainda segundo o Butantan, não é indicado realizar torniquetes, pois a prática pode comprometer a circulação e aumentar o risco de complicações. O atendimento profissional é essencial, já que a administração de soro antiofídico deve ocorrer exclusivamente sob supervisão veterinária, devido ao risco de reações adversas.
De acordo com especialistas, os acidentes ofídicos são os mais comuns em animais domésticos em áreas de mata, uma vez que as presas das serpentes conseguem atravessar facilmente os pelos dos cães, causando dor e sintomas rápidos.