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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
graus 5 e 6

Transplante capilar avança em casos de calvície grau elevado

Procedimentos mostram que transplante capilar é possível em graus 5 e 6

Luana Avelarpor Luana Avelar em 28 de janeiro de 2026
Transplante capilar
Foto: Divulgação

Pessoas com calvície extensa, classificadas como graus 5 e 6, também podem alcançar resultados satisfatórios com o transplante capilar, desde que o tratamento siga critérios técnicos específicos. Diferentemente de quadros menos avançados, esses casos exigem planejamento detalhado, preparo prévio e, muitas vezes, mais de uma intervenção cirúrgica para alcançar um efeito estético natural.

Segundo o dermatologista e cirurgião Domingos Coelho, a evolução das técnicas ampliou o alcance do transplante capilar em situações que antes eram consideradas inviáveis. “Casos que pareciam impossíveis conseguimos resolver. Não com soluções rápidas, mas com avaliação criteriosa, tratamento prévio, planejamento cirúrgico e, em muitos casos, com mais de uma abordagem para se alcançar o melhor resultado possível”, afirma.

A calvície masculina é classificada de acordo com a Escala de Norwood-Hamilton, que varia do grau 1 ao 7 e descreve a progressão da alopecia. Nos estágios mais avançados, a perda capilar se intensifica na região frontal e no vértex, formando uma extensa área sem fios no topo da cabeça e restringindo a área doadora a uma faixa lateral.

Transplante capilar exige múltiplas estratégias em casos avançados

Membro da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC), Domingos Coelho explica que, em quadros avançados, uma única cirurgia pode não ser suficiente para atingir um resultado satisfatório com transplante capilar. Nesses casos, o tratamento costuma ser dividido em etapas.

“Nesses pacientes com grau muito avançado, em primeiro lugar, a gente faz um tratamento para melhorar a área doadora. Posteriormente, programamos, após essa melhora, uma cirurgia, que é a primeira. Após a recuperação e o crescimento pleno dos novos fios, realizados, então, a segunda cirurgia, para cobrir toda a área”.

O médico cirurgião Jefferson Freitas, acrescenta que, em determinadas situações, a segunda cirurgia pode incluir o uso de pelos corporais. “Porque a área doadora já está limitada”, diz ele.

Além das cirurgias, técnicas complementares também podem ser indicadas. Para pacientes com pouca ou nenhuma área doadora disponível, a micropigmentação surge como alternativa para reforçar o efeito visual do transplante capilar. “O preenchimento do couro cabeludo com pigmentos que aparentam ser folículos também traz excelentes resultados associados aos transplantes”, observa Jefferson.

Com mais de 3,5 mil cirurgias de transplante capilar coordenadas nas unidades da clínica em Goiânia e Anápolis, Domingos Coelho ressalta que os resultados obtidos em calvícies extensas não são fruto de soluções milagrosas. “É um trabalho árduo e dedicado, que fazemos para conseguir bons resultados nas calvícies graus 5 e 6″.

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