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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Operação Nexo Digital

Polícia Civil prende suspeitos de fraudes eletrônicas em Goiás

Investigação sobre fraudes eletrônicas mira esquema com lavagem de dinheiro

Luana Avelarpor Luana Avelar em 29 de janeiro de 2026
PCGO deflagra Operacao Nexo Digital contra grupo criminoso especializado em fraudes eletronicas 2
Foto: PC

A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (29), uma operação para desarticular um esquema criminoso voltado à prática de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu simultaneamente em Goiânia, Senador Canedo e Itapaci e resultou no cumprimento de mandados de prisão e busca, além do sequestro de aproximadamente R$ 200 mil.

Ao todo, cinco pessoas foram presas durante a ofensiva policial. No cumprimento das ordens judiciais, também foi lavrado um auto de prisão em flagrante por posse de arma de fogo e drogas, ampliando o conjunto de crimes apurados na investigação.

A apuração é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) e aponta a atuação de uma organização criminosa estruturada, especializada em fraudes eletrônicas, associação criminosa e ocultação de recursos ilícitos.

 fraudes eletrônicas
Foto: Divulgação

Fraudes eletrônicas operavam com divisão de tarefas

As investigações sobre as fraudes eletrônicas tiveram início em março de 2025, após a identificação de um grupo responsável pela compra e venda diária de contas bancárias usadas como instrumento para aplicação de golpes financeiros. Segundo a Polícia Civil, as contas eram captadas, preparadas e repassadas para viabilizar as transações ilegais.

Com o avanço das diligências, foi constatado um sistema organizado, com divisão clara de funções entre os integrantes. O esquema operava em três etapas: captação e preparação de contas bancárias, execução das fraudes eletrônicas e, por fim, lavagem, ocultação e dissimulação dos valores obtidos.

 fraudes eletrônicas
Foto: Divulgação

Durante as buscas, os policiais apreenderam uma arma de fogo, entorpecentes, cerca de 70 munições e mais de 100 cartões bancários em nome de terceiros, reforçando os indícios de materialidade e a estrutura organizada do grupo.

A investigação também revelou que parte dos presos possui antecedentes criminais por tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio qualificado, receptação e estelionato. O histórico dos investigados foi considerado pelas autoridades na representação pelas medidas cautelares e reforça a suspeita de reiteração delitiva em crimes de fraudes eletrônicas.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com foco na ampliação das medidas de bloqueio patrimonial e na recuperação de ativos vinculados às fraudes eletrônicas.

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