Polícia Civil prende suspeitos de fraudes eletrônicas em Goiás
Investigação sobre fraudes eletrônicas mira esquema com lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (29), uma operação para desarticular um esquema criminoso voltado à prática de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu simultaneamente em Goiânia, Senador Canedo e Itapaci e resultou no cumprimento de mandados de prisão e busca, além do sequestro de aproximadamente R$ 200 mil.
Ao todo, cinco pessoas foram presas durante a ofensiva policial. No cumprimento das ordens judiciais, também foi lavrado um auto de prisão em flagrante por posse de arma de fogo e drogas, ampliando o conjunto de crimes apurados na investigação.
A apuração é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) e aponta a atuação de uma organização criminosa estruturada, especializada em fraudes eletrônicas, associação criminosa e ocultação de recursos ilícitos.

Fraudes eletrônicas operavam com divisão de tarefas
As investigações sobre as fraudes eletrônicas tiveram início em março de 2025, após a identificação de um grupo responsável pela compra e venda diária de contas bancárias usadas como instrumento para aplicação de golpes financeiros. Segundo a Polícia Civil, as contas eram captadas, preparadas e repassadas para viabilizar as transações ilegais.
Com o avanço das diligências, foi constatado um sistema organizado, com divisão clara de funções entre os integrantes. O esquema operava em três etapas: captação e preparação de contas bancárias, execução das fraudes eletrônicas e, por fim, lavagem, ocultação e dissimulação dos valores obtidos.

Durante as buscas, os policiais apreenderam uma arma de fogo, entorpecentes, cerca de 70 munições e mais de 100 cartões bancários em nome de terceiros, reforçando os indícios de materialidade e a estrutura organizada do grupo.
A investigação também revelou que parte dos presos possui antecedentes criminais por tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio qualificado, receptação e estelionato. O histórico dos investigados foi considerado pelas autoridades na representação pelas medidas cautelares e reforça a suspeita de reiteração delitiva em crimes de fraudes eletrônicas.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com foco na ampliação das medidas de bloqueio patrimonial e na recuperação de ativos vinculados às fraudes eletrônicas.
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