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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
20 anos da saga

Crepúsculo volta aos cinemas brasileiros em relançamento especial

Crepúsculo retorna às telonas como parte das comemorações de 20 anos da saga

Luana Avelarpor Luana Avelar em 30 de janeiro de 2026
Crepúsculo
Foto: divulgação

A franquia Crepúsculo retorna aos cinemas brasileiros a partir de 19 de março em um relançamento especial confirmado pela Paris Filmes. Mais do que uma ação comemorativa, a reexibição dos cinco longas reativa um fenômeno que extrapolou o cinema e moldou o consumo cultural de uma geração nos anos 2000.

O retorno coincide com os 20 anos do lançamento do primeiro livro da saga criada por Stephenie Meyer, publicada em 2005. Desde então, Crepúsculo atravessou literatura, cinema, moda, comportamento juvenil e debates críticos sobre romance, gênero e representação feminina na cultura pop.

Crepúsculo e a engrenagem de um fenômeno comercial

Lançados entre 2008 e 2012, os filmes de Crepúsculo arrecadaram mais de US$ 3,3 bilhões em bilheteria mundial, impulsionados por um público jovem altamente engajado e por estratégias de marketing que transformaram personagens em ícones globais.

A narrativa acompanha Bella Swan, adolescente que se muda para Forks e se envolve com Edward Cullen, um vampiro centenário, enquanto desperta o interesse de Jacob Black, um lobisomem. O triângulo amoroso, embora simples em sua estrutura, funcionou como motor dramático para discutir desejo, pertencimento, identidade e escolha — temas centrais para o público adolescente da época.

A franquia é composta por Crepúsculo, A Saga Crepúsculo: Lua Nova, A Saga Crepúsculo: Eclipse, A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 e A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2.

Nostalgia e revisão crítica

O relançamento de Crepúsculo ocorre em um contexto de revisão cultural dos anos 2000, período frequentemente revisitado pelo cinema e pelo streaming. Diferentemente de sua estreia, marcada por forte adesão popular e rejeição crítica, a saga hoje é observada sob outra lente: como produto de época que ajudou a redefinir o mercado jovem-adulto em Hollywood.

A nova exibição permite não apenas o reencontro afetivo dos fãs, mas também uma leitura mais distanciada sobre escolhas estéticas, representação de gênero e os limites entre fantasia romântica e conservadorismo narrativo — pontos que alimentaram debates intensos ao longo da última década.

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