Crepúsculo volta aos cinemas brasileiros em relançamento especial
Crepúsculo retorna às telonas como parte das comemorações de 20 anos da saga
A franquia Crepúsculo retorna aos cinemas brasileiros a partir de 19 de março em um relançamento especial confirmado pela Paris Filmes. Mais do que uma ação comemorativa, a reexibição dos cinco longas reativa um fenômeno que extrapolou o cinema e moldou o consumo cultural de uma geração nos anos 2000.
O retorno coincide com os 20 anos do lançamento do primeiro livro da saga criada por Stephenie Meyer, publicada em 2005. Desde então, Crepúsculo atravessou literatura, cinema, moda, comportamento juvenil e debates críticos sobre romance, gênero e representação feminina na cultura pop.
Crepúsculo e a engrenagem de um fenômeno comercial
Lançados entre 2008 e 2012, os filmes de Crepúsculo arrecadaram mais de US$ 3,3 bilhões em bilheteria mundial, impulsionados por um público jovem altamente engajado e por estratégias de marketing que transformaram personagens em ícones globais.
A narrativa acompanha Bella Swan, adolescente que se muda para Forks e se envolve com Edward Cullen, um vampiro centenário, enquanto desperta o interesse de Jacob Black, um lobisomem. O triângulo amoroso, embora simples em sua estrutura, funcionou como motor dramático para discutir desejo, pertencimento, identidade e escolha — temas centrais para o público adolescente da época.
A franquia é composta por Crepúsculo, A Saga Crepúsculo: Lua Nova, A Saga Crepúsculo: Eclipse, A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 e A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2.
Nostalgia e revisão crítica
O relançamento de Crepúsculo ocorre em um contexto de revisão cultural dos anos 2000, período frequentemente revisitado pelo cinema e pelo streaming. Diferentemente de sua estreia, marcada por forte adesão popular e rejeição crítica, a saga hoje é observada sob outra lente: como produto de época que ajudou a redefinir o mercado jovem-adulto em Hollywood.
A nova exibição permite não apenas o reencontro afetivo dos fãs, mas também uma leitura mais distanciada sobre escolhas estéticas, representação de gênero e os limites entre fantasia romântica e conservadorismo narrativo — pontos que alimentaram debates intensos ao longo da última década.
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